segunda-feira, 3 de novembro de 2014

[Resenha] Os Escolhidos

Nome: Os Escolhidos
Série: The 100 – Livro #01
Autora: Kass Morgan
Edição: 1/2014
Editora: Galera Record
Páginas: 288

Sinopse: Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.





Comentários:

Preciso ser sincera e dizer que provavelmente não teria lido esse livro se não fosse sua adaptação para a TV. Assim como provavelmente não teria começado a assistir The 100 se não fosse por Henry Ian Cusick e Paige Turco. Se digo isso com pesar? De forma alguma! Pois os vejo como belos presentes inesperados, pois mesmo não ganhando totalmente (ao menos não ainda) o meu coração conseguiram me surpreender e envolver.

Como em toda distopia, a história de Os Escolhidos se passa no futuro. Aqui o ano não é especificado, e no início isso me irritou um pouco pois gosto de saber pelo menos o ano em que a história se passa. Mas refletindo um pouco percebi que essa foi uma grande sacada da autora, dessa forma Kass Morgan não deixou sua obra datada. Podendo ser lida daqui a uma década ou um século e ainda provocar o mesmo efeito. Também porque o fato que abre a cadeia de eventos é algo que poderia acontecer daqui a um, três, cinco ou duzentos anos.

Uma guerra nuclear deixou o Planeta Terra inabitável, e os únicos seres humanos que sobreviveram foram aqueles que estavam na estação espacial agora chamada de Arca. Deveriam viver nela por trezentos anos, até que fosse seguro voltar para a Terra. Mas faltando ainda alguns anos os governantes resolvem montar uma missão para ver se é seguro. Mas quem enviar? Bem, é de se imaginar que uma sociedade que viva nessas condições fique sob uma legislação bastante severa. Maiores de idade que comentem qualquer crime são condenados à morte. Os menores vão para a prisão até completarem 18 anos, quando serão reavaliados. A escolha parece óbvia.

Cem menores infratores são escolhidos para a missão de reconhecimento. E se sobreviverem, serão perdoados. O que é um grande “se”, já que a própria viagem é perigosa, ainda podem haver fortes resquícios de radiação e ainda terão que desbravar um ambiente que só conheciam por livros. Mas nem desconfiam que se realmente sobreviverem estarão também salvando os tripulantes da Arca, já que a nave pode estar com os dias contados.

A história é dividida em capítulos medianos, narrada em terceira pessoa e intercalando o ponto de vista de quatro personagens: Clarke, Wells, Bellamy e Glass. Clarke foi presa por cumplicidade a seus pais, que eram cientistas e foram condenados por fazerem estudos ilegais. Wells é filho do Chanceler Jaha e apaixonado por Clarke, que ao saber da missão cometeu um crime (possivelmente dois) para ir com ela. Bellamy é o único maior de idade a ir para a Terra, dando um jeito para que sua irmã Octavia não fosse sozinha. Já Glass é uma jovem que conseguiu escapar da capsula de envio na última hora, e é por ela que acompanhamos o que acontece na Arca.

Uma coisa que me frustrou um pouco foi a pouca exploração do núcleo adulto. Tudo bem que é um livro dirigido ao público jovem e os personagens adolescentes são bastante maduros por conta das circunstancia em que cresceram, mas foi algo que fez falta. Creio que um melhor aproveitamento dos personagens adultos teria aprofundado mais a trama e aberto mais possibilidades. Mas talvez nas sequencias.

Gostei bastante do livro e da forma como a Morgan conduz o enredo, a narrativa da autora é bastante envolvente. Mas devo dizer que faltaram explicações e descrições. Primeiro que o motivo da guerra que dizimou a vida na Terra foi totalmente omitido. A população da Arca é dividida em três classes/castas, sendo Phoenix a mais alta e Arcadia e Walden as mais baixas. Mas o que está imposto a cada uma é algo que que você meio que precisa deduzir através do que recebe nos diálogos. E senti falta de descrições da nave, me pareceram um tanto vagas. Em compensação as descrições da Terra quase provocam um sentimento de epifania. O trabalho visual da Editora Record está perfeito, a edição é bonita e a diagramação e espaçamento estão ótimos. Porém encontrei grandes erros de revisão, o que tem se tornado uma constante da editora.

Tentei não fazer comparações com a série de TV na resenha, mas quem assiste The 100 deve ter percebido que muita coisa foi mudada. Alguns personagens foram adicionados, outros extraídos e sua personalidades absorvidas por outros. E alguns plots foram alterados. Mas pra mim foram mudanças felizes, pois mesmo gostando bastante do livro reconheço que algumas coisas não ficariam bem na TV. Assim, vale a pena acompanhar as duas versões da história. Sobre os livros, existem pelo menos mais dois volumes. Day 21, que foi lançado nos Estados Unidos no último mês de Setembro e Homecoming, que será lançado por lá em Fevereiro de 2015. Não sei se Kass Morgan pretende fazer mais que uma trilogia. Já a série The 100 estreou sua 2ª temporada no último dia 22.

6 comentários:

  1. Ei Gabi, estou muito ansioso para ler este livro.
    Eu estava desanimado pois li que tinha muitas diferenças com a série (que por sinal amo <3). Mas lendo seu post, resolvi fazer como você e tentar desligar o livro da série, ou a série do livro, whatever.


    www.booksever.blogspot.com

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  2. Oi Gabi,


    Ainda não sei se quero ler essa distopia. Sabe, ando meio desconfiado com o gênero. Geralmente os autores começam bem com o livro 01, mas a partir daí a história vai decaindo. Vou esperar o lançamento dos demais volumes e avaliar a opinião do pessoal e aí decido se leio ou não. Assisti ao piloto da série e achei bem legal, quero terminar de ver em breve.


    Abraços!!!

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  3. GabrielaCeruttiZimmermann4 de novembro de 2014 18:43

    São mais que algumas, Filipe. São várias diferenças. Mas dá pra levar na boa os dois caminhos. :)


    Abraço!

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  4. GabrielaCeruttiZimmermann4 de novembro de 2014 18:49

    Entendo, Jeferson. Tenho esse sentimento com séries literárias no geral, mas acabei lendo mais por causa da série de TV. Que está bem legal mesmo.


    Abraço!

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  5. Não sei se é um livro que leria no momento, mas com certeza gostaria de conhecer a obra. Eu amo distopia e fico vasculhando tudo que é livro do gênero. O negócio é que essa falta de explicação de como o caos se instalou é totalmente desestimulante. A graça desses livros é exatamente em desvendar todos os mistérios que rodeiam aquele cenário e situação. Enfim...vamos ver se leio.

    Beijos!

    Monólogo de Julieta

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  6. GabrielaCeruttiZimmermann6 de novembro de 2014 18:43

    Essas explicações talvez sejam dadas nos próximos livros, Paloma. Já que esse primeiro é bem introdutório mesmo. Mas gostei de ler.


    Abraço!

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