Intrigante,
só que não.
Todo o
ano tem pelo menos uma série que não estava em minha lista (e que
geralmente nem sabia que estava sendo produzida), mas que começo a
acompanhar porque vi no site onde baixo os episódios, li a sinopse e
achei interessante. Geralmente é assim que pego os flops,
porém algumas se mostram belas surpresas. A da vez é True
Detective da HBO, mas em qual categoria ela irá se
encaixar só o tempo dirá.
A série
tem como proposta acompanhar um caso por temporada, trocando de
elenco a cada ano. Nessa primeira temporada temos um caso envolvendo
um serial killer ritualístico que os detetives Rust Cohle (Matthew
McConaughy) e Martin Hart (Woody Harrelson) prenderam em 1995 e que a
polícia procura novamente dezessete anos depois. E para isso precisa
da ajuda deles. A trama é contada sobre as diferentes perspectivas
de Rust e Martin, mostrando simultaneamente passado e presente.
Antes de
expressar qualquer opinião preciso dizer que dificilmente gosto das
séries de TV a cabo já no piloto. Na verdade, raramente gosto de
fato das séries de TV a cabo. Muitos alegam que a TV a cabo tem mais
qualidade que a TV aberta por fazer temporadas mais curtas e assim
agilizar a trama. Isso até é verdade. Mas os episódios são muito
longos e parados. Pessoalmente, me parece que episódios de 60min
aumentam as chances de cenas e diálogos “enche linguiça”.
(Embora isso não aconteça em Sherlock com seus episódios de
90min.) E foi exatamente isso que senti com o piloto de True
Detective, que usou um episódio de 60min só pra apresentar os
personagens.
Pessoalmente,
não vi nada demais em True Detective. Achei parada e monótona
como sua abertura. Vale pela atuação e caracterização de
McConaughy, que ficou irreconhecível. Seu personagem, Rust, também
é muito interessante. Um homem muito inteligente, mas estranho e
calado devido a morte de sua filha. E foi ele que me instigou no
final, levantando a questão de como pode ter ocorrido um crime feito
pelo mesmo homem que ele e Martin prenderam há 17 anos. Sendo que
ele parece saber o motivo. Então posso até assistir essa 1ª
temporada, que será de oito episódios, por causa dele. Fazendo as
próximas temporadas, caso haja renovação, dependerem do elenco.
E claro
que como qualquer dupla de policiais, Martin e Rust tem suas
discussões. Principalmente no carro, os clássicos carguments.
Não chegam a ser hilários como os que costumamos ver (e adorar),
mas são até bem reflexivos. Só não sinto que seja algo que vai
ficar agarrado na mente do público.