domingo, 5 de outubro de 2014

Assistindo a 1ª temporada de The Fall e Fargo


Dois espetáculos televisivos.

Recentemente conferi a 1ª temporada de duas séries, sendo que uma delas inicialmente seria apenas uma minissérie. Como são pequenas e assisti as duas em pouco mais de uma semana, decidi comentar ambas no mesmo post. Também porque apesar de serem de gêneros diferentes e terem tramas bem distintas, possuem em comum uma forte carga dramática e psicológica.

The Fall era daquelas que estava na minha lista há um tempinho sem saber quando veria. Mas como depois da maratona de The X-Files fiquei um tanto fissurada pela Gillian Anderson (e pelo David Duchovny também, diga-se de passagem), resolvi ver de uma vez. Ainda tem o Jamie Dornan pra contribuir, e os comentários da Luana Souza foram o impulso final que eu precisava. E o fato de estar no catalogo do Netflix também ajudou muito.

Stella Gibson (Anderson) é uma detetive britânica que vai à Irlanda do Norte resolver um assassinato. Ela descobre que esse crime pode estar relacionado a um outro, coisa que a policia local não quer admitir. Afinal, bastaria apenas mais um assassinato com o mesmo modus operandi e significaria que há um serial killer na região. Combater a violência local já é bem difícil, e caçar serial killer seria um pesadelo. Em paralelo as investigações acompanhamos a vida do criminoso em questão. Paul Spector (Dornan) é um analista e pacato pai de família. O típico cidadão exemplar cujo qual ninguém suspeita das atrocidades de que é capaz.

A série da BBC 2 que conta com apenas cinco episódios em sua 1ª temporada que estreou dia 13 de Maio de 2013 pode não ter tanta ação quanto estamos acostumados a ver em uma produção policial. Mas sabe muito bem prender o seu público construindo um thriller psicológico cheio de críticas sociais. Uma aliança que funcionou muito bem, pois começamos a pensar o quanto as coisas que passamos e ambiente em que vivemos influência nosso caráter e saúde mental. Ou nada disso importa e somos apenas nós? A 2ª temporada terá seis episódios, deve estrear ainda esse ano e promete se aprofundar mais nessa questão. Deixo o trailer da 1ª temporada.



Fargo foi tão bem comentada e queria tanto ter assistido durante o período de transmissão que não podia esperar mais. Também porque tem Martin Freeman no elenco. Sendo que só não assisti antes porque não queria mais uma coisa “empatando” minha maratona de The X-Files. (É, viciei mesmo.) E como a minissérie fez tanto sucesso que virou série, fui logo conferir pra esperar ansiosamente a 2ª temporada com meus amigos.

A série é uma adaptação do filme homônimo dos irmãos Cohen de 1996. Não assisti o filme, mas pelo que li o roteirista Noah Hawley usou a narrativa para contar uma história ocorrida anos depois numa cidadezinha em Minnesota. Um lugar aparentemente pacífico e até monótono que muda totalmente quando aparece a figura de Lorne Malvo (Billy Bob Thornton). Um assassino forasteiro que começa a influenciar o submisso vendedor de seguros Lester Nygaard (Freeman) com sua maldade. Gerando uma intricado onda de crimes devastadores apesar de bobos.

Essa 1ª temporada teve 10 episódios e estreou dia 15 de Abril desse ano na rede de TV americana FX. Assim como a série anteriormente citada, Fargo tem questões psicológicas e críticas sociais muito fortes embora usem de outo tipo de abordagem. Esta é repleta de humor negro, o que não quer dizer que não tenha ótimos momentos de tensão. Com certeza todas as indicações ao EMMY foram merecidas. A 2ª temporada está prevista para 2015 e deve se passar na década de 1970, tratando de um caso que foi mencionado na 1ª. Deixo também o trailer.



Como disse, são séries com temas e abordagens bem diferentes. Mas que sabem usar muito bem de suas ferramentas e argumentos para contar suas histórias. Em comum além do grande apelo psicológico possuem enredos incríveis e elencos espetaculares. Com certeza valem a pena serem assistidas.