Recentemente
conferi a 1ª temporada de duas séries, sendo que uma delas
inicialmente seria apenas uma minissérie. Como são pequenas e
assisti as duas em pouco mais de uma semana, decidi comentar ambas no
mesmo post. Também porque apesar de serem de gêneros diferentes e
terem tramas bem distintas, possuem em comum uma forte carga
dramática e psicológica.
The
Fall era daquelas que estava na minha lista há um tempinho sem
saber quando veria. Mas como depois da maratona de The X-Files
fiquei um tanto fissurada pela Gillian Anderson (e pelo David
Duchovny também, diga-se de passagem), resolvi ver de uma vez. Ainda
tem o Jamie Dornan pra contribuir, e os comentários da Luana Souza
foram o impulso final que eu precisava. E o fato de estar no catalogo
do Netflix também ajudou muito.
Stella
Gibson (Anderson) é uma detetive britânica que vai à Irlanda do
Norte resolver um assassinato. Ela descobre que esse crime pode estar
relacionado a um outro, coisa que a policia local não quer admitir.
Afinal, bastaria apenas mais um assassinato com o mesmo modus
operandi e significaria que há um serial killer na região. Combater
a violência local já é bem difícil, e caçar serial killer seria
um pesadelo. Em paralelo as investigações acompanhamos a vida do
criminoso em questão. Paul Spector (Dornan) é um analista e pacato
pai de família. O típico cidadão exemplar cujo qual ninguém
suspeita das atrocidades de que é capaz.
A série
da BBC 2 que conta com apenas cinco episódios em sua 1ª
temporada que estreou dia 13 de Maio de 2013 pode não ter tanta ação
quanto estamos acostumados a ver em uma produção policial. Mas sabe
muito bem prender o seu público construindo um thriller psicológico
cheio de críticas sociais. Uma aliança que funcionou muito bem,
pois começamos a pensar o quanto as coisas que passamos e ambiente
em que vivemos influência nosso caráter e saúde mental. Ou nada
disso importa e somos apenas nós? A 2ª temporada terá seis
episódios, deve estrear ainda esse ano e promete se aprofundar mais
nessa questão. Deixo o trailer da 1ª temporada.
Fargo
foi tão bem comentada e queria tanto ter assistido durante o período
de transmissão que não podia esperar mais. Também porque tem
Martin Freeman no elenco. Sendo que só não assisti antes porque não
queria mais uma coisa “empatando” minha maratona de The
X-Files. (É, viciei mesmo.) E como a minissérie fez tanto
sucesso que virou série, fui logo conferir pra esperar ansiosamente
a 2ª temporada com meus amigos.
A série
é uma adaptação do filme homônimo dos irmãos Cohen de 1996. Não
assisti o filme, mas pelo que li o roteirista Noah Hawley usou a
narrativa para contar uma história ocorrida anos depois numa
cidadezinha em Minnesota. Um lugar aparentemente pacífico e até
monótono que muda totalmente quando aparece a figura de Lorne Malvo
(Billy Bob Thornton). Um assassino forasteiro que começa a
influenciar o submisso vendedor de seguros Lester Nygaard (Freeman)
com sua maldade. Gerando uma intricado onda de crimes devastadores
apesar de bobos.
Essa 1ª
temporada teve 10 episódios e estreou dia 15 de Abril desse ano na
rede de TV americana FX. Assim como a série anteriormente
citada, Fargo tem questões psicológicas e críticas sociais
muito fortes embora usem de outo tipo de abordagem. Esta é repleta
de humor negro, o que não quer dizer que não tenha ótimos momentos
de tensão. Com certeza todas as indicações ao EMMY foram
merecidas. A 2ª temporada está prevista para 2015 e deve se passar
na década de 1970, tratando de um caso que foi mencionado na 1ª.
Deixo também o trailer.
Como
disse, são séries com temas e abordagens bem diferentes. Mas que
sabem usar muito bem de suas ferramentas e argumentos para contar
suas histórias. Em comum além do grande apelo psicológico possuem
enredos incríveis e elencos espetaculares. Com certeza valem a pena
serem assistidas.