domingo, 10 de agosto de 2014

Especial Dia dos Pais


Para pais memoráveis.

Hoje é dia outra pessoa muito especial, aquele que deve ser nosso protetor e guia: o pai. Pais são pessoas tão especiais que eu gostaria de fazer uma postagem realmente diferente, mas como ninguém da equipe conseguiu pensar algo peculiar ficamos com o clichê (porém representativo). Uma listagem dos melhores pais de séries, que bem como imaginei foi mais fácil de montar que a das mães. Na verdade, tive que cuidar pra que não ficasse muito extensa. Sem mais, vamos aos homenageados.


Walter Bishop, John Noble em Fringe

É difícil encontrar palavras pra falar desse pai que me levava das mais intensas gargalhadas às lágrimas de aflição em uma fração de segundos. Walter tinha um coração tão aberto quanto sua mente, com sentimentos e conhecimentos igualmente grandiosos. Mas o que o fez ser tão especial foi o fato de fazer qualquer coisa por aqueles que ama, principalmente por seu filho. Walter fez o impossível, rompeu as leis da natureza para salvar seu amado Peter. Ele errou, mas foi por amor ao seu filho. Houve um grande preço a ser pago, sendo sua sanidade uma parte dele. Mesmo assim, mesmo após entender o preço final declarou que faria tudo de novo. Até hoje é difícil lembrar de tudo isso sem me emocionar.


Danny “Danno” Williams, Scott Caan em Hawaii Five-0

O que dizer de um cara que faz uma mudança de milhares de quilômetros para um lugar que considera detestável e a síntese de tudo o que odeia só para ficar perto da filha? Danno consegue ficar de mau humor até nos belos cenários do Havaí, mas com Grace é a pessoa mais amável do planeta. As cenas dos dois são típicas de fazer vomitar arco-íris, e por vezes até emocionantes. Danno é o tipo de pai que não suporta a ideia de que sua filhinha está crescendo e um dia terá um namorado. E isso rende momentos hilários. Mas também há momentos de ternura, cumplicidade e até mesmo de tensão. Já começa que ele quase morreu no 11 de Setembro, e ainda assim declarou ser o melhor dia de sua vida. Foi quando descobriu que seria pai. Sua única felicidade verdadeira.


Jack Bristow, Victor Garber em Alias

É bastante comum que pais guardem segredos de seus filhos, principalmente se forem espiões e sua esposa tiver forjado a própria morte. Jack mentiu para Sydney durante boa parte de sua vida com intuito de protegê-la. Tantos segredos os mantiveram afastados por muito tempo, mas tudo mudou quando ela descobriu a verdade. Tendo que trabalhar juntos e descobrindo quem o outro realmente era, passou a existir uma relação de total cumplicidade entre eles. Não foi fácil, mas foi bonito. Uma das relações pai-filha mais realistas que já vi. Mesmo quando surgiu a possibilidade de que ela fosse filha de outro, Jack declarou que seus sentimentos não mudaram nem por um segundo. Fez o que pôde por ela, até seu último sacrifício.


Ruplestiltskin/Mr. Gold, Robert Carlyle em Once Upon a Time

Se você nunca pensou que o Senhor das Trevas pudesse ser um pai dedicado, pense de novo. Rumplestiltskin fez de tudo por seu adorado Bae. Chegou a se sujeitar à humilhação pública e a uma maldição para impedir que o menino tivesse que lutar na guerra com apenas 14 anos. Mas toda magia tem um preço, e o dele foi muito caro. Bae não suportou ver o que Rumple se tornou e foi embora para outro mundo. Sozinho, tornou-se um ser cada vez mais sombrio e disposto a qualquer coisa para reencontrar seu filho. Não importava o preço. E mesmo tendo feito o que foi necessário, só conseguiu seu filho de volta por um tempo curto e limitado. Todavia, tudo o que passou tornaram suas ações justificáveis e até um dos personagens mais queridos da série.



Ben Linus e Charlie Pace, Michael Emerson e Dominic Monaghan em Lost

Lost tem tantos pais memoráveis que quase merece um especial a parte. Mas para hoje escolhi dois belos exemplos de que pai é quem cria. Se no início Ben parecia mais um carrasco para Alex, tudo mudou quando conhecemos melhor essa história. Ele a resgatou e a adotou quando a ordem era de matá-la. E desde então fez o necessário para mantê-la viva, mesmo que fossem precisas atitudes drásticas. Mas Ben cometeu um erro fatal, e nunca se perdoou por isso. Teve sua chance de se redimir, e dessa vez fez a escolha certa. Já Charlie se apegou a Aaron antes mesmo dele nascer, protegendo e cuidando de Claire com todo carinho. Isso fez o personagem crescer e amadurecer de forma maravilhosa. Viraram sua família, e Charlie aceitou uma missão suicida para salvá-los.



Willy Tanner, Max Wright em ALF

Eis um poço de paciência. Ter uma filha adolescente e um filho no fim da infância pode ser enlouquecedor, mas um alienígena... Lynn e Brian eram bem queridos, raramente traziam problemas, mas era Alf quem testava todos os limites de Willy. Além de trabalhar para sustentar a casa e suprir os danos causados pelo tal alienígena, tinha que lidar com as boas enrascadas causadas pelo mesmo. E depois ainda veio o bebê Eric. Mas apesar das situações cotidianas serem suficientes para causar loucura, Willy conseguia tirar de letra e ainda ser grato pelo que tinha. Sempre dando e recebendo lições valorosas sobre a vida. E claro, protegendo sua família incomum do que quer que fosse.



Julius Rock, Terry Crews em Everybody Hates Chris

Julius tinha dois empregos e era econômico ao extremo (leia-se: pão-duro). Mas para sustentar Chris, Drew e Tonya não havia outro jeito. Mas além disso, era um pai rigoroso e cuidadoso. E tinha que ser mesmo né? Julius também tinha lições bastante peculiares. Fazia sermões que levavam Chris à exaustão, mas no final entendia a mensagem. Era sim muito exagerado em tudo, principalmente na economia. Contando até os centavos do que quer que fosse. Mas Julius não era econômico na atenção que dava aos filhos. Pois por mais que o tirassem do sério constantemente, amava seus filhos mais do que tudo. E era muito protetor. Julius chegou a alegar que quem encostasse um dedo em seus filhos não iria pra cadeia, ele iria.


William Tate, Jake McLaughlin em Believe

Com certeza o que mais sentirei falta dessa série são os momentos entre Tate e Bo. No início eles se detestaram, mas foram aprendendo a lidar um com o outro até descobrirem o laço que os unia. Tate deveria proteger e guiar Bo, e cumpriu sua tarefa consideravelmente bem. Mas a verdade é que ele também aprendeu muito com a menina, principalmente a ser uma pessoa melhor. Os momentos em que Tate contava a Bo sobre sua mãe foram os mais memoráveis. Vê-los protegendo um ao outro e chegarem ao ponto de completar os planos um do outro foi lindo. Queria ver mais de Tate e Bo, queria continuar vendo essa relação crescer. Mas ver que cumpriram sua missão e puderam enfim ter a vida normal que tanto queriam foi gratificante.


Walter White, Bryan Cranston em Breaking Bad

“Um homem que não se dedica a família jamais será um homem de verdade.” - Essa frase pertence ao épico Vito Corleone, mas bem que podia ser ao Walter. Assombrado pela pela possibilidade de morrer deixando sua família em condições difíceis, entrou no mundo do crime com a intenção de garantir o futuro de seus filhos. E se Walter parecia um crápula em seu negócio de metanfetamina, nos momentos que partilhava com Flynn e Holly ele era uma pessoa totalmente diferente. Como esquecer o dia em que Walter comprou um carro esporte para Flynn? É verdade que em certo momento o orgulho o fez se perder de seu objetivo inicial, levando Walter a ser agressivo com a família e até a sequestrar Holly. Mas no fim o cumpriu.

Esses são só alguns dos muitos pais brilhantes da TV. Existem muitos e muitos outros, mas escolhi os que conheço melhor e me marcaram mais. Aproveito para desejar um ótimo dia a todos os pais, especialmente para o meu.



Feliz Dia dos Pais!!!

4 comentários:

  1. Oii

    Ai que bacana essa seleção.

    Walter, Julius e Tate meus favs... mas Tate eu queria ser madrasta da Boo -q haha

    bjs
    Nana - Obsession Valley
    http://www.obsessionvalley.com/

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  2. Oi Gabi,

    Uma ótima seleção, embora eu só conheça o Julius :-( Mas muitas dessas séries estão em minha listinha de coisas para ver, principalmente Lost e Breaking Bad. Aí poderia conferir o trabalho desses paizões mais depressa.

    Abraços!

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  3. GabrielaCeruttiZimmermann11 de agosto de 2014 17:34

    Fico feliz que tenha gostado da seleção, Nana. Acho que muita gente queria ser madrasta da Bo. [rs]


    Abraço!

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  4. GabrielaCeruttiZimmermann11 de agosto de 2014 17:38

    Tem que conhecer logo esses paizões, Jeferson. São épicos. E fico feliz que tenha gostado da seleção. ^^


    Abraço!

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