domingo, 11 de janeiro de 2015

Galavant – Primeiras Impressões


Era uma vez um conto de fadas musical cômico.

Quem não gosta (confesse, ama) das clássicas adaptações de contos de fadas da Disney? São alegres, divertidas, com personagens adoráveis e músicas contagiantes. Sempre tem cenas engraçadas e trazem uma mensagem de crescimento pessoal no meio. E se... Bem, imagine que há uma série de TV com mais ou menos essas características e aquele tom irônico que você só vê em Shrek. Essa seria Galavant.

A série traz o nome de nosso herói em seu título. Quer dizer, aquele que um dia foi um grande herói. O belo Galavant costumava ser valente e audaz, capaz de derrotar sozinho dezenas ou centenas de malfeitores. - Quase como se Steve McGarrett usasse uma calça apertada, empunhasse uma espada e saísse por aí cantando suas vitórias. - Isso até o dia em que tentou resgatar sua amada Madalena das garras do malvado Rei Richard, mas ao pensar melhor a moça prefere ficar e ter fortuna e renome do que partir com seu verdadeiro amor.

Galavant não foi mais o mesmo desde então. Parou de lutar, começou a beber. De nada adiantavam os esforços de seu escudeiro Sid para fazê-lo seguir em frente. Mas eis que um belo dia a Princesa Isabella o procura pedindo ajuda para salvar seu reino de Valencia, que foi dominado por... Rei Richard! Isabella também menciona ter ouvido soluços de uma pobre Madalena arrependida. Galavant não mais pode manter sua indiferença, precisa fazer algo que não seja beber o dia inteiro. Ele aceita o trabalho e o trio Galavant, Sid e Isabella parte para salvar o reino de Valencia e a bela Madalena. Ou não.


Dessa forma acompanharemos a jornada de Galavant, que contará com muitos inconvenientes e trapalhadas. Enquanto também vemos os esforços do Rei Richard para se tornar um soberano mais durão e conquistar o afeto da esposa, já que no fim das contas ele não passa de um molenga que ela apenas despreza. Uma história irreverente que nos será contada em grande parte através de músicas animadíssimas e cheias de ironia.

Desde o início eu sabia que essa seria uma proposta bem arriscada, do tipo que pode ser um grande sucesso ou um verdadeiro fracasso. Contos de fadas musicais costumam dar muito certo, mas numa comédia de vinte minutos? Eis um grande desafio. É até difícil de prever seu futuro em apenas uma assistida, e talvez por isso a emissora tenha preferido uma estreia dupla. Pois apenas o piloto não é suficiente para uma avaliação.

Galavant ganha pontos por suas canções satíricas e personagens bem incomuns. Ninguém é santo e tão pouco uma escória. Os cenários e figurinos são maravilhosos, e por não ter seres mágicos e paisagens místicas (ao menos por enquanto) a série fugiu dos efeitos de chroma key muito usados na sua irmã de emissora Once Upon a Time. E tudo é levado no tom mais despretensioso possível. Então como algo para passar o tempo e talvez dar algumas risadas Galavant pode ser uma boa aposta. Mas como algo que pode se tornar a comédia da década e virar referência vai depender do desenrolar da história.

Se você quer acompanhar as aventuras de um herói em frangalhos tentando recuperar as glórias do passado e sua amada em meio a várias canções incomuns, assista Galavant. Uma série incomum com um elenco que acima de tudo é um belo grupo de cantores. Que pode ter rostos não muito conhecidos, mas que com seu jeitinho sarcástico até sabe ser divertida.

P.S.: Estranho ver o Magnitud como escudeiro. [rs]

Ficha Técnica

Galavant

Elenco: Joshua Sasse, Timothy Omundson, Mallory Jensen, Karen David e Luke Youngblood

Estreia: 04 de janeiro de 2015


Exibição: Domingos, pela ABC.











Trailer:

2 comentários:

  1. Oi Gabriela,

    Primeiro texto que leio sobre essa série. Mesmo de férias, ando meio sem tempo, mas não poderia deixar de conferir. Seus comentários me deixaram a impressão que essa produção tem um humor bem sarcástico e cínico, gosto disso. E como os episódios são bem curtinhos, vou ver se consigo assistir por esses dias.

    Abraços!!!

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  2. GabrielaCeruttiZimmermann30 de janeiro de 2015 17:27

    E bota sarcástico nisso, Jeferson. Tudo bem que não chega a ser uma obra prima, mas é do tipo tão-tosco-que-chega-a-ser-bom. [rs] Como um bom divertimento vale a pena.


    Abraços!

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