Eu ia ver
só por ver, mas...
Este é o
primeiro Top10 aqui do Constantes & Variáveis.
Escolhi como tema as séries que comecei a acompanhar sem pretensão,
assistir por assistir mesmo, e que acabei me apaixonando. Quem não
tem pelo menos uma assim? Sempre acontece, até com filmes e livros.
Mas aqui vão minhas séries. E a colocação não é por
preferência, mas nível de “falta de pretensão”. Então vamos
lá?
10:
Alias
Nem sei
se posso dizer que comecei Alias sem pretensão alguma.
Afinal, é de JJ Abrams e tem Jennifer Garner como protagonista. Uma
série que eu queria ver há muito tempo. Achava que podia gostar,
mas não que me viciaria a ponto de não querer parar de assistir
jamais. A vida frenética de Sydney é de tirar o folego. E a forma
como as relações humanas são inseridas no contexto de Alias
é totalmente comovente. O caráter dos personagens sendo
frequentemente explorado é algo fascinante. Apesar de ser uma
história sobre conspirações, algo que também gosto, Alias
é uma história sobre pessoas. Isso sempre me cativará quando bem
feito, o que é o caso. E ainda me deu a oportunidade de ver vários
atores queridos trabalhando juntos. Como a própria Jen com Bradley
Cooper, Terry O'Quinn e David Anders.
9: Fringe
Tudo bem
que não comecei Fringe totalmente sem pretensão, mas também
não esperava me viciar nela. Queria ver por ser de JJ Abrams, estar
me sentindo órfã de Lost e nada mais. Mas o que fazer se o
trio Olivia (Anna Torv), Peter (Joshua Jackson) e Walter (John Noble)
é completamente apaixonante? E quando a história é cheia de
surpresas e você adora ver a relação entre os personagens apesar
do louco mundo que os cerca? Com pessoas que ultrapassam a barreira
do impossível por aqueles que amam? Assiste episódio por episódio,
deixa todo mundo louco falando sobre Fringe e chora quando
acaba. Porque apesar do bom desfecho, fiquei querendo mais. Com
certeza nunca mais verei uma tulipa branca – e até uma vaca
malhada – como antes. Muitas coisas ganharam outros significados
com Fringe.
8: ALF
Numa
noite qualquer, procurando algo decente pra assistir na TV, me deparo
com ALF. De repente meu pai fala: “Você nunca assistiu
ALF né? Acho que você ia gostar.”
Comecei a ver. E como não adorar esse alienígena desastrado, de
humor sarcástico e que adora gatos de um jeito não-fofo? Adorava
vê-lo causando confusão na família Turner. Apesar de ser uma série
antiga, me apeguei rápido. E posso rir das mesmas piadas um bilhão
de vezes. No entanto, o ruim de acompanhar uma série já finaliza é
que quando acaba não tem pra quem chorar. Porém, a Paramout
anunciou há alguns meses que fará um filme de ALF. Adivinha
quem está aguardando ansiosamente?
7:
Chuck
Fugindo
de um filme ruim na Sessão da Tarde, encontrei Chuck
no SBT. A dublagem era uma droga, mas Cris disse que a série
era legal. E era mesmo. Muitas coisas atrapalharam meu acompanhamento
da série, mas ano passado consegui assisti-la inteira. Me diverti
muito com as trapalhadas de Chuck (Zachary Levi) tentando agir como o
agente da CIA que estava destinado a ser ou simplesmente tentando
conquistar Sarah (Yvone Strahovski). A forma como a série mesclava
ação e comédia era contagiante. Chuck acabou, mas ficou o
carinho e o som de Jeffster!
6:
Drake & Josh
Fugindo
do horário político em 2006, encontrei Drake & Josh. Ok,
você pode dizer que não é série. Mas eu me divertia muito tá? E
pra mim era isso que importava. As trapalhadas absurdas de Josh (Josh
Peck) e Drake (Drake Bell) eram motivo de risada certa. E os
tormentos que a irmãzinha Megan (Miranda Cosgrove) lhes causava eram
ainda melhores. Só consegui ver a série completa quando passou na
Globo, devido a forma desorganizada de transmissão da Nickelodeon.
Era um bom sitcom, e toda aquela confusão deixou saudades.
5:
Everybody Hates Chris
Outra
série que achei fugindo de um filme ruim da Sessão da Tarde.
Nada como os conflitos da família Rock e as crises juvenis de Chris
(Tyler Williams) e Greg (Vincent Martella) pra divertir uma tarde
qualquer. O sitcom biográfico de Chris Rock fazia boas críticas à
sociedade americana da década de 1980. E como (infelizmente) pouca
coisa mudou no mundo inteiro nos últimos trinta anos, a série tinha
aspectos até bem atuais. E vários bordões que se tornaram
clássicos na boca dos fãs. “Eu não preciso disso! Meu marido
tem dois empregos!” Nunca me
canso de ver reprises de Everybody
Hates Chris.
4:
Smash
Quem
diria que um dia veria Steven Spielberg produzindo uma série
musical? E mais, que eu iria gostar? Sempre gostei do estilo musical
e sempre achei o universo da Broadway fascinante, mas confesso que
não botava fé em Smash. No entanto me surpreendi com um
enredo gostoso, musicas viciantes e belas vozes e atuações. A
rivalidade entre Ivy (Megan Hilty) e Karen (Katharine McPhee) me faz
mudar de lado o tempo todo. A amizade sincera entre Tom (Christian
Borle) e Julia (Debra Messin) é adorável. Tem a sempre fantástica
Eileen (Anjelica Huston). E menções honrosas à eterna diva Marilin
Monroe. Pena que esteja correndo sério risco de cancelamento.
3:
Hawaii Five-0
Tive a
fase de depressão pós-Lost, quando assistia qualquer coisa
que tivesse alguém do meu elenco amado. Hawaii Five-0 além
de ter Daniel Dae Kim, também é filmado no Hawaii. Um prato cheio!
O que eu não imaginava é que me envolveria tanto com a trama e
personagens. Ainda mais se tratando de uma série policial. Que
confesso, eu tinha preconceito. Mas a equipe formada por Steve (Alex
O'Loughlin), Danno (Scott Caan), Chin (DDK) e Kono (Grace Park) me
cativou de tal forma que é difícil passar uma semana sem eles.
Claro, o ritmo frenético dos constantes ótimos episódios. E além
de ser presenteada com a participação recorrente de Terry O'Quinn
na 2ª temporada, sempre tem algum de meus atores e atrizes favoritos
em participações especiais.
2:
Once Upon a Time
Cheguei a
torcer o nariz quando tomei conhecimento de Once Upon a Time.
Ficava imagina como uma série sobre contos de fadas poderia ter uma
boa estrutura e continuidade. Tinha tudo pra dar errado. Mas então
pensei: “Bom, Adam Horowitz e Edward
Kitsis fizeram um bom trabalho com os roteiros de Lost.
Porque não dar uma chance?” E ganhei uma série encantadora e
apaixonante. É uma história de amor sem ser melosa. Tem um enredo
totalmente livre, que pode ir a qualquer lugar. E gosto de não saber
pra onde as coisas podem ir. E com o elenco maravilhoso que tem
então... Conheci Robert Carlyle, pude ver mais de Lana Parrilla e
tenho Emilie de Ravin e Jorge Garcia de volta.
1:
Lost
Sim,
minha série favorita de todos os tempos também é a que comecei com
menos pretensão. Pra falar a verdade, pretensão nenhuma. Não sabia
do que se tratava, não conhecia elenco nem produção... Não tinha
conhecimento nenhum sobre Lost. A série chegou às minhas
mãos do nada e me conquistou totalmente. Era sobre muitas coisas.
Sobre pessoas. Sobre os conflitos de ser humano. Foram noites sem
dormir criando mil e uma teorias, infinitas angustias à espera do
próximo episódio, enlouquecia -e ainda enlouqueço - todo mundo
cantando You All Everybody, discussões na web... Lost
me inseriu no mundo das séries, me apresentou muitos dos meus atores
favoritos, meu produtor favorito, e me trouxe amizades incríveis.
Mais incrível porém, é saber que não esperava nada disso.
Menções
honrosas:
Supernatural
– Não sou exatamente viciada, mas levando em conta que não
comecei antes porque achei que não ia gostar...
Person
of Interest – As séries de JJ Abrams que começo com menos
pretensão são as que mais acabo gostando. E com Michael Emerson
ainda...
V
– Era sobre alienígenas, tinha Elizabeth Mitchell, mas não
esperava muito. Achava que seria só mais um clichê. E até hoje não
me conformo com a ABC por ter cancelado sem um fim decente.
Grimm
– Assim como Once Upon a Time, achei que não se
sustentaria. Mas não é que gostei?
Louco
Por Elas – Há muito tempo não encontrava um sitcom brasileiro
que me agradasse tanto. Vale a pena ver Léo (Eduardo Moscovis) ser
enlouquecido pelas várias mulheres de sua vida.
Essas são
as séries das quais não esperava muito – ou não esperava nada –
e acabaram me proporcionando incríveis experiências. Se quiser,
conte quais foram as suas.