quarta-feira, 9 de outubro de 2013

[Maratona de Vícios #06]: Lost


Por uma questão de destino.

Dê o play antes de ler.

Se a Maratona de Vícios anterior foi a primeira sobre uma série literária, esta é a primeira sobre algo que já vi inúmeras vezes e provavelmente ainda verei muitas outras. Falo de Lost, a primeira série que me conquistou de verdade e que me fez descobrir o verdadeiro significado da palavra “fã”. E fez isso genuinamente bem. Eu diria até que foi da forma que deveria ser.

Já falei algumas vezes aqui sobre como Lost chegou até mim, então não vou contar de novo pra não ficar repetitivo. Vou me ater em falar sobre essa maratona em específico. Foi a segunda vez que vi a série completa desde seu fim em 2010, todos os seus 122 episódios divididos em 6 temporadas, nem sei dizer quantas maratonas fiz ao todo. Nunca me canso e suspeito de que nunca cansarei. Pois mesmo sabendo o que vai acontecer, mesmo sabendo as respostas e o resultado de tudo, Lost é daquelas obras que sempre consegue te prender e fazer torcer. Porque a cada vez que você vê, tem uma nova percepção.

A história de Lost começa quando um avião, o voo 815 da Oceanic Airlines, que ia de Sydney a Los Angeles cai em uma ilha deserta no sul do Pacífico. Com o tempo os sobreviventes precisam lutar não só para sobreviver, mas também enfrentar os mistérios da própria ilha e até os fantasmas de seus passados. Dito isso, fica fácil perceber que o titulo Lost se aplica não só no sentido literal mas também figurado. Eles não estão apenas perdidos em uma ilha, estão perdidos em suas próprias vidas. Muitos personagens entram e saem ao longo da trama, todos com um papel fundamental. E embora eu diga que eles são a peça chave, não vou falar sobre eles porque é legal pra quem vai assistir pela primeira vez descobrir isso sozinho.


Lost é uma série cheia de nuances, com mistérios, ação, suspense, distorções temporais e, é claro, excelentes momentos de alívio cômico. Mas o mais importante é que Lost é uma história sobre pessoas, feita por pessoas e para pessoas. Então o que mais se sobressai são os personagens. Seus caráteres, decisões e os laços que formam uns com os outros. Por que no fim é isso que fica, é só o que importa. Não a toa que cada episódio é focado em um personagem, mostrando seu passado (e depois seu futuro) e nos fazendo entender suas atitudes. Foi a primeira vez que criei empatia por personagens e até quis compartilhar daqueles momentos. Que sofri com a morte de personagens queridos. Também é a primeira que me fez pensar. Não digo só no raciocínio lógico para tentar desvendar os mistérios, mas refletir mesmo. Lost tem vários aspectos filosóficos e discussões que nos fazem pensar sobre o que realmente importa.

Quando se fala de Lost é impossível não falar sobre quem fez isso acontecer. Cito inicialmente o trio de produtores JJ Abrams, Damon Lindelof e Carlton Cuse. Graças a eles comecei a dar mais valor a quem está por trás das produção, e agora sempre avalio isso ao escolher algo pra ver. O premiado compositor Michael Giacchino, que fez uma trilha sonora épica e me fez descobrir o valor de uma boa trilha. E ao maravilhoso elenco que trouxe verdade a cada cena. Que me fez chorar, rir, emocionar, gritar, dar instruções (e eu sempre dou as mesmas e eles não ouvem [rs]) e querer estar com eles. Grande parte deles (pra não dizer quase todos) viraram meus atores e atrizes favoritos. Por eles que vi muitos filmes e séries, e só agradeço por isso. São muitos pra citar, mas tenho um carinho sem tamanho por eles e certamente vocês ainda me verão falando sobre eles aqui. Pois sempre os acompanharei.

Também agradeço aos amigos que fiz por causa de Lost, direta ou indiretamente. Isso porque além do enorme fandom que a série tem e onde fiz amizades que perduram até hoje, conheci pessoas maravilhosas nos fandoms de alguns atores e de novas séries deles. Coisas que só acompanhei por causa de Lost. E mesmo quando eles não tinham assistido a série ainda, eu os convencia a ver. (Né Fê? Né Ítalo? [kkk]) E também gerou ótimas discussões em amizades que eu já tinha. (Né Marina? [rs])


Desviei um pouco do assunto que é a maratona, mas o que quis dizer é que Lost é uma série que não importa se você acompanhou na época da transmissão ou resolveu assistir ontem, porque vai te cativar e instigar. A trama não soa datada ou ultrapassada. Uma qualidade que só os clássicos tem. E se você vai ver pela primeira vez, quero te dar dois avisos. Primeiro eu quero dizer pra se preparar para fazer pesquisas dos mais diversos tipos, desde temas da Física Quântica e Filosofia até músicas e livros citados. Porque a curiosidade vai bater. E segundo, não dê importância às críticas negativas que você já possa ter ouvido sobre o final. Digo isso porque é algo muito pessoal. Eu particularmente adorei o provavelmente foi o final mais emocionante que já vi. Mas tenho amigos que não gostaram e me dou bem com eles, a gente só não fala sobre isso. [rs] Digo isso porque tenho viste muitos sites e publicações conceituadas falando sobre o “terrível final de Lost como se fosse uma verdade absoluta e não uma questão de opinião. Sendo assim uma péssima demostração de jornalismo profissional. Apenas mantenha sua mente aberta. E lembre-se que o importante não é o que vai acontecer, mas o que está acontecendo.

Quero terminar dizendo que o que importa é que não faz diferença quanto tempo passe e o quanto isso me mude. Afinal, sou uma variável. Mas Lost sempre estará lá para mim, como uma constante pro caso de algo dar errado. Assim como aqueles com quem me importo. Pois a ilha é um lugar pra onde sempre posso voltar e revisitar bons momentos. Rever aqueles personagens que são como queridos amigos que sempre amarei.



Thank you, good luck and namaste!