Como
seriadora compulsiva que sou não poderia deixar de conferir algumas
(ok, várias) estreias dessa fall. Queria muito fazer um post de
primeiras impressões pra cada nova série que irei acompanhar e
talvez um balanço geral no fim da temporada. Infelizmente não tenho
tempo para isso, mas também não queria abandonar totalmente a
ideia. Decidi então comentá-las brevemente de quatro em quatro. E
aqui vão as quatro primeiras na ordem que pude conferir.
Sleepy
Hollow
O
clássico A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça ganhou uma roupagem
contemporânea nesta adaptação para a TV. A série que conta com a
produção de Alex Kurtzman e Roberto Orci (Hawaii Five-0 e
Fringe) trás Ichabod Crane (Tom Mison) para os dias de hoje,
onde ele acaba virando uma espécie de assistente-parceiro da
Detetive Abbie Mills (Nicole Beharie). E claro, sofre um choquinho
cultural/temporal básico. Além disso, o diferencial dessa adaptação
é que ela pende pro lado do ocultismo o que dá características bem
legais à trama. Não vou dizer que a série é uma perfeição
televisiva, ela até tem alguns aspectos “méh” como diria
a Hanna do One Minute Review.
Mas num geral ela é bastante atraente, e a química entre Crane e
Abbie é tão boa que dá vontade de assistir só por eles. O fato é
que Sleepy Hollow teve boa aceitação, e não só garantiu a
temporada completa de 13 episódios como foi a primeira série da
fall a ser renovada. Agora é torcer pra trama não se tornar
repetitiva ou começar a abusar da nossa inteligência.
The
Crazy Ones
Sempre
gostei muito de comédias, assistia muitas quando era criança.
Acontece que hoje elas são quase inexistentes
na minha watchlist, isso porque existem poucas comédias no estilo
que gosto. Mas eis que surge The Crazy Ones, marcando o
retorno de Robin Williams a TV. E ao lado de Sarah Michelle Gellar.
Eu não podia deixar de conferir né? Na série, Williams e Gellar
são pai e filha. Simon e Sydney Roberts, donos de uma grande agência
de publicidade mas que não está nos seus melhores dias. Simon é
entusiasta e faz o que dá na telha, sobrando para Sydney fazer o
trabalho sério. Há os outros personagens principais, que deram um
breve vislumbre de quem são mas já foi o suficiente para cativarem.
Enfim, é uma boa comédia que ainda pode evoluir muito.
Tem
piadas inteligentes e bons momentos de comédia familiar.
A série também promete ótimas participações especiais. Já
começou com Kelly Clarkson no piloto, imagina o que vem por aí?
Back
in the Game
Essa
eu meio que comecei a assistir por assistir, mas a história da
família Gannon até que é legal. Terry (Maggie Lawson) acaba de se
divorciar e se muda temporariamente com o filho Danny (Griffin Gluck)
para a casa de seu pai, um grande jogador de beisebol aposentado
conhecido
como “The Cannon” (James Caan). Terry não se dá muito bem com o
pai, e pra complicar ela e o filho não foram exatamente bem
recebidos na cidade. Depois de algumas confusões, Terry acaba
virando técnica do time infantil de beisebol em que Danny joga.
Nota: o moleque tem um arremesso péssimo. A estreia foi bastante
fraca se for analisar friamente, mas mostrou potencial
tanto na trama quanto nos personagens que podem evoluir muito.
Não é uma comédia pra dar gargalhadas, pelo menos não ainda, mas
tem seus momentos. O entrosamento dos personagens é ótimos, tem
ótimas tiradas e até uns momentos bonitinhos. E The Cannon é
impagável!
Atlantis
Essa
realmente comecei por acaso, já que só descobri a seu respeito
pouco antes da estreia. Como adoro mitologia grega, não iria deixar
passar. E uma série britânica é bom pra variar. A história começa
no presente, quando Jason (Jack Donelly) faz uma expedição para
tentar resgatar o barco afundado de seu pai. Mas algo acontece
enquanto ele está no submarino e Jason acaba viajando no tempo e
indo parar na lendária Atlantis. Ele já chega arrumando confusão e
acaba sendo salvo por Pythagoras (Robert Emms), e logo conhece seu
colega de quarto Hércules (Mark Addy). Esse trio promete se meter em
boas enrascadas e nos divertir tentando sair delas. A série é uma
dessas adaptações que não segue a risca o original, e foi feliz
inovando em vários pontos. Como por exemplo, um Hércules velho,
gordo e não muito esperto. Há muitos momentos cômicos que dão
leveza a trama, o que considero positivo.
Mas é claro que não deixa de ter boas cenas de ação. Também tem
umas coisas meio bobinhas, mas no geral promete dar muito certo.