Nome:
Os Escolhidos
Série:
The 100 – Livro #01
Autora:
Kass Morgan
Edição:
1/2014
Editora:
Galera Record
Páginas:
288
Sinopse: Desde
a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a
viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta
natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando
escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem
delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a
sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente
perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da
vida deles... ou uma missão suicida.
Comentários:
Preciso
ser sincera e dizer que provavelmente não teria lido esse livro se
não fosse sua adaptação para a TV. Assim como provavelmente não
teria começado a assistir The 100 se não fosse por Henry Ian
Cusick e Paige Turco. Se digo isso com pesar? De forma alguma! Pois
os vejo como belos presentes inesperados, pois mesmo não ganhando
totalmente (ao menos não ainda) o meu coração conseguiram me
surpreender e envolver.
Como em
toda distopia, a história de Os Escolhidos se passa no
futuro. Aqui o ano não é especificado, e no início isso me irritou
um pouco pois gosto de saber pelo menos o ano em que a história se
passa. Mas refletindo um pouco percebi que essa foi uma grande sacada
da autora, dessa forma Kass Morgan não deixou sua obra datada.
Podendo ser lida daqui a uma década ou um século e ainda provocar o
mesmo efeito. Também porque o fato que abre a cadeia de eventos é
algo que poderia acontecer daqui a um, três, cinco ou duzentos anos.
Uma
guerra nuclear deixou o Planeta Terra inabitável, e os únicos seres
humanos que sobreviveram foram aqueles que estavam na estação
espacial agora chamada de Arca. Deveriam viver nela por trezentos
anos, até que fosse seguro voltar para a Terra. Mas faltando ainda
alguns anos os governantes resolvem montar uma missão para ver se é
seguro. Mas quem enviar? Bem, é de se imaginar que uma sociedade que
viva nessas condições fique sob uma legislação bastante severa.
Maiores de idade que comentem qualquer crime são condenados à
morte. Os menores vão para a prisão até completarem 18 anos,
quando serão reavaliados. A escolha parece óbvia.
Cem
menores infratores são escolhidos para a missão de reconhecimento.
E se sobreviverem, serão perdoados. O que é um grande “se”, já
que a própria viagem é perigosa, ainda podem haver fortes
resquícios de radiação e ainda terão que desbravar um ambiente
que só conheciam por livros. Mas nem desconfiam que se realmente
sobreviverem estarão também salvando os tripulantes da Arca, já
que a nave pode estar com os dias contados.
A
história é dividida em capítulos medianos, narrada em terceira
pessoa e intercalando o ponto de vista de quatro personagens: Clarke,
Wells, Bellamy e Glass. Clarke foi presa por cumplicidade a seus
pais, que eram cientistas e foram condenados por fazerem estudos
ilegais. Wells é filho do Chanceler Jaha e apaixonado por Clarke,
que ao saber da missão cometeu um crime (possivelmente dois) para ir
com ela. Bellamy é o único maior de idade a ir para a Terra, dando
um jeito para que sua irmã Octavia não fosse sozinha. Já Glass é
uma jovem que conseguiu escapar da capsula de envio na última hora,
e é por ela que acompanhamos o que acontece na Arca.
Uma coisa que me frustrou um pouco foi a pouca exploração do núcleo adulto. Tudo bem que é um livro dirigido ao público jovem e os personagens adolescentes são bastante maduros por conta das circunstancia em que cresceram, mas foi algo que fez falta. Creio que um melhor aproveitamento dos personagens adultos teria aprofundado mais a trama e aberto mais possibilidades. Mas talvez nas sequencias.
Uma coisa que me frustrou um pouco foi a pouca exploração do núcleo adulto. Tudo bem que é um livro dirigido ao público jovem e os personagens adolescentes são bastante maduros por conta das circunstancia em que cresceram, mas foi algo que fez falta. Creio que um melhor aproveitamento dos personagens adultos teria aprofundado mais a trama e aberto mais possibilidades. Mas talvez nas sequencias.
Gostei
bastante do livro e da forma como a Morgan conduz o enredo, a
narrativa da autora é bastante envolvente. Mas devo dizer que
faltaram explicações e descrições. Primeiro que o motivo da
guerra que dizimou a vida na Terra foi totalmente omitido. A
população da Arca é dividida em três classes/castas, sendo
Phoenix a mais alta e Arcadia e Walden as mais baixas. Mas o que está
imposto a cada uma é algo que que você meio que precisa deduzir
através do que recebe nos diálogos. E senti falta de descrições
da nave, me pareceram um tanto vagas. Em compensação as descrições
da Terra quase provocam um sentimento de epifania. O trabalho visual
da Editora Record está perfeito, a edição é bonita e a
diagramação e espaçamento estão ótimos. Porém encontrei grandes
erros de revisão, o que tem se tornado uma constante da editora.
Tentei
não fazer comparações com a série de TV na resenha, mas quem
assiste The 100 deve ter percebido que muita coisa foi mudada.
Alguns personagens foram adicionados, outros extraídos e sua
personalidades absorvidas por outros. E alguns plots foram alterados.
Mas pra mim foram mudanças felizes, pois mesmo gostando bastante do
livro reconheço que algumas coisas não ficariam bem na TV. Assim,
vale a pena acompanhar as duas versões da história. Sobre os
livros, existem pelo menos mais dois volumes. Day 21, que foi
lançado nos Estados Unidos no último mês de Setembro e Homecoming,
que será lançado por lá em Fevereiro de 2015. Não sei se Kass
Morgan pretende fazer mais que uma trilogia. Já a série The 100
estreou sua 2ª temporada no último dia 22.