Faz cerca
de duas semanas que terminei essa maratona, mas não pude fazer essa
postagem antes devido aos conflitos na agenda. Tanto minha quanto do
blog. Mas isso já não importa. O que importa é que hoje estou aqui
para falar sobre mais uma bela – porém desregular – maratona que
me rendeu mais um vício igualmente belo.
“Breaking
Bad” é uma gíria sulista dos Estados Unidos, um termo usado
para designar um desvio de conduta. Quando uma pessoa se desvia do
caminho correto e passa a fazer coisas erradas, seja por um momento
ou por toda a vida. Talvez seja redundante dizer o que irei dizer,
mas é exatamente nisso que a série se baseia e se desenvolve. Muito
bem, por sinal.
A trama
começa quando Walter White (Bryan Cranston), um professor de Química
do ensino médio descobre ter um câncer de pulmão em estado
terminal. Mas ele desanima e se entrega de mão beijada ao câncer?
Não, claro que não. Mas tampouco se agarra na fé de que irá se
curar. Tanto que a princípio nem procura um tratamento. Primeiro
porque Walter tem seu próprio jeito de lidar com a situação. E
segundo que com qualquer uma das alternativas anteriores, a série
não existiria. Pelo menos não como é.
Amargurado
e desesperado por ter os dias contados (estimativa de seis meses) e
assim ter que deixar sua esposa grávida Skyler (Anna Gunn) e o filho
Walter Jr. (RJ Mitte) passando por necessidades financeiras, Walter
decide mudar isso. E assim se junta ao seu ex-aluno Jesse Pinkman
(Aaron Paul) para produzir metanfetamina, usando seus vastos
conhecimentos em Química para produzir uma droga com máximo grau de
pureza. Mas Walter apenas produz para Jesse vender? Não, ele quer
construir um Império. Como? Não vou contar, vai ter que assistir
pra saber.
Também
fazem parte do elenco principal a irmã de Skyler, Marie (Betsy
Brandt) e seu marido Hank (Dean Norris). Por terem uma função de
coadjuvantes, geralmente estão em torno da família White. Mas
também tem suas próprias storylines que se desenvolvem muito bem. E
por Hank ser Detetive justamente do Departamento de Narcóticos,
passa a perseguir o novo Império da metanfetamina sem saber que quem
está por trás de tudo é seu cunhado Walter. O que faz com que eu
nunca saiba pra quem torcer.
Eu vou
ser sincera e confessar que não me apaixonei de início por Breaking
Bad. Mas sabe aquela curiosidade cruel de saber o que vai
acontecer e como diabos o enredo vai se desenvolver? Pois bem,
continuei e aconteceu bem o que o Fábio (que foi quem me indicou a
série) disse: Com o tempo você vicia. Pois Breaking Bad tem
uma premissa até simples, mas um enredo complexo e precisa de um
certo tempo para cativar. E comecei a me prender mesmo depois da
entrada do vilão Gus (Giancarlo Esposito).
Levei
cerca de dois meses (muito mais do que poderia, mas tive diversos
imprevistos) para ver as quatro temporadas e meia, 54 episódios
exibidos até agora. Mas pelo menos consegui ficar em dia pra
acompanhar a segunda metade da temporada, que será o encerramento da
trama que retorna dia 11 de Agosto. Agora deixando as datas de lado,
Breaking Bad é uma série que eu recomendo por te fazer
pensar. São muitos conceitos e situações expostas de forma que nos
faz pensar o que de fato é certo e errado. O que é humano ou não.