E como
minha vida mudou.
Hey,
dudes! Hoje teremos a estreia da coluna Debate em Movimento em
parceria com os blogs One Minute Review da Hanna Lourenço e
Distrito Irrelevante do Ítalo Santana. A cada segundo domingo
do mês nós abordaremos – cada um em seu blog - um tema escolhido
por nós. A ideia foi da Hanna, Ítalo e eu adoramos e topamos na
hora! Espero que vocês curtam a ideia tanto quanto nós mesmos. ;)
Quebramos
a cabeça até chegar nesse primeiro tema, mas enfim decidimos que
seria sobre como viramos seriadores. Nada mais justo, já que nos
conhecemos por causa de uma série. (Falarei sobre isso mais
adiante.) E mesmos que muitos já saibam como comecei essa nada mole,
porém maravilhosa, vida de seriadora, ainda há muito que posso
dizer sobre ela. Então vamos nessa!
Quando
criança eu assistia essas séries de animação infantis mesmo,
sejam Disney, Warner, Cartoon Network, Nickelodeon... Adorava
principalmente adaptações de longas como 101 Dálmatas e
Aladdin. Fora isso também assisti alguns episódios
aleatórios da Família Dinossauro e comédia transmitidas
pelo SBT como Um Maluco no Pedaço, Três é Demais e,
é claro, Chavez. Também séries dirigidas ao público
infantojuvenil como Sabrina – Aprendiz de Feiticeira, As
Patricinhas de Berverly Hills e Kenan & Kel.
E tá bom, Power Rangers.
Durante
muito tempo essa foi minha relação com séries, já que por boa
parte da minha vida não tive TV a cabo e nem uma internet descente.
Só fui tê-los por volta dos 13 ou 14 anos, entre 2005 e 2006. E
embora a TV a cabo tenha me permitido assistir Drake & Josh
e ALF, ainda não foi assim que virei uma seriadora. A porta
definitiva pra isso se abriu no dia 07 de Novembro de 2006, quando
minha mãe chegou do trabalho dizendo que um colega emprestara um DVD
com os dez primeiros episódios de uma série chamada Lost.
Como eu não tinha nada melhor pra fazer mesmo, resolvi assistir com
meus pais.
E sem
duvida eu não tinha nada melhor pra fazer naquela hora e nem no
resto da minha vida. No momento em que comecei a assistir, a primeira
cena, aquele caos, foi como atravessar um portal para uma nova
dimensão onde finalmente me encontrei. Lost tinha tantos
mistérios, tantas nuances, tantas emoções a serem proporcionadas
que simplesmente me conquistou. Estava uma fase meio depressiva, e
Lost me ajudou a encontrar um novo ânimo. Maratonei as duas
primeiras temporadas e a partir da 3ª comecei a acompanhar pela TV a
cabo. Ainda não tinha uma internet descente naquela época.
Com Lost
eu aprendi todos os conceito e termos do mundo das séries.
Temporadas, hiatus, season premiere, season finale e tudo mais. E
como Lost é exatamente o tipo de série que não basta só
assistir todos os episódios, comecei a pesquisar sobre os assuntos
abordados e participar de grupos de discussão. Até criei um Fotolog
dedicado à série e elenco (já que muitos deles se tornaram meus
atores favoritos), onde além de começar amizades que levo até hoje
comecei a ver que gostava de comentar sobre o que via. Isso aconteceu
também no Twitter, mais tarde.
Embora
nesse meio tempo eu também tenha começado Chuck e Everybody
Hates Chris, me dediquei quase exclusivamente a Lost.
Tanto que acompanhei Everybody Hates Chris pela Record mesmo e
Chuck só consegui terminar de assistir no ano passado em uma
maratona. Mas tornar-me-ia uma verdadeira seriadora apenas quando
Lost estava próximo do fim.
Sim
senhoras e senhores, a verdade nua e crua é que Lost se aproximava
de um fim iminente. Mas e quanto a mim? Como eu ficaria depois de
quatro anos e meio de dedicação? Infelizmente eu não podia
convencer JJ, Damon e Carlton de que Lost deveria durar para
todo o sempre. Então eu só podia aguardar o fim, viver o luto e
tapar o buraco. E o que seria melhor pra tapar o buraco do que outra
série? Ou outras séries, principalmente se no elenco houvesse algum
dos meus queridos atores de Lost. E na fall season 2009/2010
começaram três. The Vampire Diaries, que não era muito meu
estilo mas tinha meu queridinho (e da Fernanda também, antes que ela
me mate)... Digo, Ian Somerhalder. FlashForward, numa dose
dupla de Lost com os ótimos Dominic Monaghan e Sonya Walger.
E V, com a diva Elizabeth Mitchel. Nesse período eu já tinha
uma internet que me permitia baixar os episódios e acompanhar junto
ao público americano.
E assim
fui assistindo cada vez mais séries. Seja porque tinham alguém do
elenco ou produção de Lost, por ter uma proposta “parecida”
ou simplesmente porque gostei do enredo. Nem vou nomear e comentar
todas porque isso aqui viraria um livro. Algumas me marcaram muito
(Fringe, Alias, Hawaii Five-0, Once Upon a
Time, Person of Interest, Breaking Bad...), outras
me decepcionaram e acabei largando (The Vampire Diaries, Glee,
Wilfred...). Mas depois de Lost, (sendo que a essa
altura eu já tinha escrito alguns textos pro Viciado em Série
a pedido do Fábio) a série que me mostrou que eu realmente gosto de
comentar o que vejo foi Hawaii Five-0. Isso aconteceu quando o
Gabriel me convidou para escrever os reviews da série (assim como de
Hellcats) para o Canal de Séries.
Então ano passado conversando com o Ítalo no Twitter (não lembro
bem porque começamos a conversa, mas acho que foi por causa do
episódio daquela semana) e ele me convidou para escrever também no
Hawaii Five-0 Brasil. E logo em seguida conheci a Hanna. ^^
E até as
séries que me decepcionaram tiveram algo a me proporcionar. Por
exemplo, graças a The Vampire Diaries conheci a Fernanda
(assim como a Adriana, a Luiza e a Alessandra) e ela me convidou pra
fazer parte da ISF Brazil. Isso significa conhecer pessoas com
os mesmos objetivos e lutar por eles. E claro, depois eu viciei a
Fernanda em Lost e Hawaii Five-0 porque faz parte de
ser um seriador manipular seus amigos. [rs]
Enfim, me
tornar uma seriadora foi mais do que assistir séries. Foi a
descoberta de novos conceitos e de boa parte do que realmente gosto e
sou. As séries me ajudaram a além de conhecer atores, atrizes e
produtores brilhantes, amigos leais. E até meu próprio mundo. Por
isso posso dizer que quero viver pra assistir séries e assistir
séries pra viver! \o/
P.S.: Até
hoje nenhuma série tapou o buraco deixado por Lost.