Setembro
está aqui, e com ele vem o término de duas aclamadas séries de TV.
Ambas protagonizadas por anti-heróis. De um lado o psicopata
justiceiro Dexter Morgan. Do outro, o químico produtor de
metanfetaminas e maniqueísta Walter White. Depois de nos
proporcionarem momentos e emoções dos mais diversos tipos se
aproxima a hora da despedida. A questão é: Como será essa
despedida?
Alerta
de spoiler! Esse post pode conter revelações de enredo para quem
está nas primeiras temporadas.
Tanto
Dexter quanto Breaking Bad são séries que retratam a
dualidade do ser humano. Mostrando que a linha entre o bem e o mal é
tênue, e por vezes até inexistente. Michael C. Hall e Bryan
Cranston viveram isso brilhantemente na pele de seus personagens. Não
desmerecendo o trabalho dos outros atores que são igualmente
brilhantes (com exceção de Desmond Harrington),
mas hoje quero focar nesses dois personagens que deixaram suas marcas
– em vários sentidos – e que provocam inúmeras teorias a
respeito de suas despedidas.
Talvez
acabem presos e talvez até morram. O fato é que mesmo que ambos
sejam capazes de grandes atrocidades, ficamos com uma certa dúvida
se queremos que paguem por seus erros. Pois ficamos tão envolvidos
com suas tramas e compreendemos tão bem suas perspectivas que
julgá-los se torna um ato difícil. Dexter mata sim, criminosos que
tiraram inúmeras vidas e que de alguma forma saíram impunes. Walter
fabrica metanfetaminas, mas começou isso para garantir a
sobrevivência de sua família. Todavia, ambos extrapolaram e tudo
caminha para que de alguma forma sejam punidos. E como
telespectadores, esperamos ser surpreendidos de forma positiva com
isso.
Não
acompanhei nenhuma desde a época de suas estreias. Comecei Dexter
ano passado com uma maratona de seis temporadas que me preparou para
a 7ª temporada, e embarquei no universo de Breaking Bad há
poucos meses com uma maratona que até relatei aqui no Constantes
& Variáveis. E assim como suas influências no mundo das
séries, tive experiências quase contrárias com elas. Dexter
foi aclamada desde o início – provavelmente devido ao sucesso dos
livros de Jeff Lindsay nos quais a série é baseada – e comecei
adorando-a. Mas a queda na qualidade dos roteiros (principalmente
depois da 4ª temporada) foi tanta que sua credibilidade foi decaindo
no mesmo nível, junto com meu apreço. Já Breaking Bad era
quase desconhecida no início, mas com a constante e crescente
qualidade – que notei quando assisti – foi divulgada de boca em
boca pelos fãs que cativou e se disseminou mais que fofoca em cidade
pequena. E assim como seu público, meu interesse só aumentou com o
decorrer da trama.
A mesma
variável é nítida no que diz respeito ao rumo final. Enquanto
Dexter tem um final aparentemente feito nas coxas (o que leva
a crer que a decisão sobre o encerramento da série foi tomada em
cima da hora), Breaking Bad caminha em passos firmes por uma
estrada visivelmente bem planejada há muito tempo e que leva a um
destino que... Bem, não faço ideia de que destino seja esse mas
certamente fará mentes explodirem.
Se vimos
Dexter ser humanizado (por vezes de forma esdrúxula), em contramão
vimos Walter assumir uma postura cada vez mais implacável. Ambos tem
citações marcantes que não refletem suas personalidades mas que
também viraram bordões entre os fãs. Seja Dexter com seu “I'm
father... A son... And a serial killer.”, quando se deu por
quem e o que ele é. Ou Walter com seu épico “Say my name”,
que diz muito sobre seu orgulho e necessidade de reconhecimento. E
claro, essas frases assim como tantas outras talvez não fossem nada
sem a entonação que seus interpretes encontraram para elas.
Mas seja
como for, temos apenas esse mês para acompanhar essas sagas até que
cheguem seus inevitáveis fins. Dexter acaba primeiro, no dia
22 com o 8x12 (Remember the Monsters?). E Breaking Bad
uma semana depois, no dia 29 com 0 5x16 (Felina). Sendo assim,
só nos resta assistir apreensivos aos últimos episódios e viver as
últimas emoções e momentos que tem a nos proporcionar.
P.S.: O
post é formado por opiniões 100% pessoais e não espero que ninguém
concorde com tudo. Cada um com seus prós e contras, certo?
Revisão
e contribuição: Fábio Lins