Uma
aventura de proporções olímpicas.
Desde que
comecei o blog aprendi que ser blogueira é abrir mão de algo que se
quer por algo que se “precisa” até nas horas de lazer, pois
muitas vezes se deixa de ler ou assistir algo que se quer para
conferir algo que talvez possa ser mais interessante aos leitores.
Esse é mais ou menos o meu caso com a série Percy Jackson &
os Olimpianos, já que eu sou a atrasada e acabo comentando sobre
algo que todo mundo já leu. Mas com meu histórico de servir de
impulso final aos que se encontram na mesma situação que eu (os
últimos a conferir), chegou a hora.
A série
começa quando Percy Jackson é apenas um garoto normal de 12 anos.
Ou pelo menos era o que ele achava, até descobrir que seu TDAH
(Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e dislexia
significam que ele é um semideus. Filho de um antigo deus grego. E
potencialmente a chave de uma grande profecia que diz respeito sobre
o destino do Olimpo e de toda a civilização. Começa então o
treinamento de Percy para que se torne o herói que precisa ser, mas
não sem uma boa dose de aventuras.
Com muita
ação e uma boa quantidade de humor, o autor Rick Riordan conta uma
história em que todos os seres da antiga mitologia grega não só
existem como são essenciais para que o mundo como o conhecemos
exista. Mesmo nos dias de hoje. Onde o Olimpo está localizado no
600º andar do Empire State Building e a entrada para o Mundo
Inferior em Los Angeles. E os semideuses tem seus treinamentos no
Acampamento Meio-Sangue, situado no estreito de Long Island. Por
conciliar coisas que inicialmente são tão distintas, se torna uma
história extraordinária.
Percy
Jackson & os Olimpianos é aquele tipo de obra que tanto
entretêm quanto ensina, e cumpre muito bem as duas funções. Tanto
é divertido acompanhar as aventuras olímpicas de Percy e seus
amigos Annabeth Chase e Grover quanto é fácil assimilar os fatos
históricos e mitológicos. E também traz lições valorosas sobre
amizade, família, honra e confiança. O que faz com que os livros
apesar de serem dirigidos ao público infantojuvenil acabem agradando
pessoas de todas as idades. Principalmente por trazer personagens
cativantes e fáceis de se envolver.
Sim, os
personagens são um show a parte. Em especial ao que diz respeito
sobre o trio principal. Percy é aquele tipo de garoto que as vezes
pode ser meio tapado, mas que tem bom coração e sempre coloca os
amigos em primeiro lugar. Annabeth é uma menina superinteligente e
corajosa, e que apesar do orgulho consegue reconhecer quando erra.
Por serem ele filho de Poseidon e ela filha de Atena, Percy e
Annabeth entram em conflito facilmente. (Histórias do passado.)
Grover é um sátiro e melhor amigo de Percy, que tem como missão
pessoal encontrar o deus da natureza Pã. Outros personagens como o
centauro Quíron, Dionísio, Luke e Clarisse também são muito
importantes para a história como um todo.
O que
também gostei foi a forma como Riordan assimilou fatos históricos à
influencia que os deuses teriam a humanidade. Por exemplo, a II
Guerra Mundial teria sido causada por um conflito entre os filhos dos
três grandes (Zeus, Poseidon e Hades). Também que grandes
personalidades como Benjamin Franklin, Alfred Hitchcock e até os
Beatles seriam semideuses. Atualmente vejo algo semelhante na série
de TV Grimm, só que com os Wesen. Mas não me surpreenderia
se descobrisse que a inspiração para o conceito veio daqui.
Já sabia
que Riordan tinha sido professor de História e Inglês, os próprios
livros trazem essa informação na biografia do autor. Apenas isso já
explicaria a desenvoltura do autor com a história. Mas ao pesquisar
um pouco, descobri que tudo começou pouco depois que seu filho Haley
foi diagnosticado com TDAH e dislexia (mesmas condições dos
personagens). O menino pedia que antes de dormir lhe contasse
histórias da mitologia grega, que estava estudando na escola. Logo
pediu que o pai acrescentasse novos personagens, e em seguida que
escrevesse um livro baseado nas aventuras de Percy. Esse foi só
início da carreira literária de Rick Riordan, que se mostrou um
ótimo escritor. O que sei é que se ele lecionava como escreve...
Cara, como eu queria que tivesse sido meu professor.
No que
diz respeito a minha experiencia, não poderia ter sido melhor. Quer
dizer, tirando todo o tempo que levei para seguir adiante com a
série. Digo “seguir adiante” porque li o primeiro livro há uns
quatro ou cinco anos, cerca de um ano depois de ter visto o filme
Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Mas com tantas coisas
acontecendo só pude completar a coleção no final de 2013 e retomar
a leitura mesmo só no fim do ano passado. Tanto tempo tinha se
passado que tive até que reler o primeiro livro. Mas a verdade é
que nunca desisti da ideia de prosseguir mesmo com o tempo e as
circunstancias atrapalhando, pois havia adorado a história e queria
saber como ela seguia. E a espera valeu a pena.
A série
é formada pelos livros O Ladrão de Raios, O Mar de
Monstros, A Maldição do Titã, A Batalha no Labirinto
e O Último Olimpiano. E inclui os extras Os Arquivos do
Semideus, Guia Definitivo e Semideuses e Monstros
que pretendo conferir em breve. Bem como a série derivada Os
Heróis do Olimpo, baseada na mitologia greco-romana e que começa
seis meses após os acontecimentos finais da série de Percy. - Todos
publicados no Brasil pela editora Intrínseca. - Na verdade
quero conferir mais qualquer coisa que Tio Rick tenha escrito, e
recomendo a todos.