quinta-feira, 9 de outubro de 2014

[Minissérie] Houdini (2014)


O homem que não conhecia limites.

Harry Houdini pode não ser uma figura muito conhecida pela geração atual, mas é constantemente citado em diversas produções. Fato que sempre me fez querer saber mais sobre o homem por trás do mito. Então quando soube que Gerald W. Abrams (pai de JJ Abrams) estaria produzindo uma minissérie para o History Channel sobre o grande ilusionista e que seria dirigida por Uli Edel, essa se mostrou uma oportunidade perfeita. O que posso dizer é que apesar de ter descoberto não ser uma obra biográfica total, foi um espetáculo.

Em apenas dois episódios Houdini conta a intensa vida deste que nasceu como Ehrich Weiss, com boas passagens da infância do garoto humilde que migrou da Hungria para a América com a família. Desde cedo queria mudar sua vida, ser notável. Ser grande. E no momento em que viu um show de mágica no meio da rua soube que era aquilo que iria fazer. Que aquela seria a forma de melhorar a sua vida e de sua querida mãe.

Ao crescer se tornou Harry Houdini (Adrien Brody), e por um tempo fez apresentações com seu irmão. Até conhecer a linda Bess (Kristen Connolly), com quem se casou e transformou em sua parceira também de palco. Seus espetáculos foram ficando cada vez maiores, suas fugas mais mirabolantes, e conquistando uma legião de fãs pelo mundo. Principalmente Jim Collins (Evan Jones), que vira assistente do casal e está por trás da criação de várias engenhocas usadas nos shows. Os três basicamente formam uma família, com todas as felicidades e dificuldades.


Houdini é uma minissérie de arrasar quarteirões. Está certo que a vida do Great Houdini foi intensa e cheia de reviravoltas, mas até mesmo histórias assim depende muito da forma como são contadas. E honestamente não sei dizer o que me agradou mais. O entrosamento entre o elenco é perfeito e todos tem sua hora de brilhar. Nenhum take é superficial ou dispensável. Ter Houdini narrando a história também deu um brilho a mais, bem como os efeitos usados para mostrar o que acontecia “por dentro” dos truques. A trilha sonora é brilhante, a combinação de música moderna com o cenário de época deu um diferencial incrível. E a fotografia é simplesmente magnifica.

Houdini foi originalmente exibida nos dias 01 e 02 de Setembro desse ano. O roteiro foi adaptado do livro Houdini: A Mindi in Chais: a Psychoanalytic Portrait, de Bernard C. Meyer. Que espero que seja traduzido para o português, pois fiquei com vontade de ler. A verdade é que conhecer mais desse homem de quem não sabia muito mais do que o nome foi bem gratificante. Digo isso porque descobri coisas que jamais imaginaria, fiquei maravilhada ao saber que teve contato com pessoas históricas que vão de presidentes ao autor Sir Arthur Conan Doyle (sendo que com este teve alguns problemas), mas principalmente fui totalmente envolvida pela forma como levava a vida. Como enfrentava problemas e encontrava soluções. Não é a toa que Houdini foi o maior escapista que já existiu. Recomendo de olhos fechados.

3 comentários:

  1. Achei bem interessante e convidativo. E realmente acho que ele não é tão conhecido pela geração atual porque eu mesmo não o conhecia. Tenho impressão que biografias assim não contam 100% a verdade. Um exemplo disso é "O menino de Liverpool" que conta a historia de John Lennon com algumas alterações ne kkkk

    Www.booksever.blogspot.com

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  2. GabrielaCeruttiZimmermann11 de outubro de 2014 13:48

    É, pode ser, Filipe. Mas quando a produção é de um canal chamado "História" você acaba esperando veracidade total. Mas de qualquer forma é uma minissérie muito boa.


    Abraço!

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  3. GabrielaCeruttiZimmermann13 de outubro de 2014 17:51

    Fico feliz que o texto tenha sido um incentivo a mais, Jeferson. A minissérie ficou linda e é ótimo poder conhecer o homem por trás do mito. Espero que goste. :)


    Abraço!

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