Mais uma
pequena leva.
Há
alguns dias postei as primeiras impressões de quatro novas séries,
se você não viu ou esqueceu é só clicar aqui. Dessa vez
são só três, pois as próximas estreias que irei ver só a partir
de Janeiro. Então vamos lá!
The
Tomorrow People
Eu havia
jurado pra mim mesma nunca mais assistir nada da CW ou que tivesse
atores de quase trinta anos se passando por adolescentes. Mas aí
fazem uma nova versão de The Tomorrow People (a original é
britânica, de 1973) com Mark Pellegrino (Lost, Supernatural,
Dexter,
Revolution...) como vilão. E o que eu faço? Eu jogo
minhas convicções pela janela e assisto. Mas enfim, a série tem
como centro Stephen Jameson (Robbie Amell). Um adolescente que se
julgava normal até começar a acordar em locais totalmente
diferentes de onde dormiu e a ouvir vozes. Mas não era culpa de um
simples sonambulismo ou esquizofrenia, era muito mais. E depois de
algumas encrencas ele descobre ser (e seu sumido pai também) um dos
seres do amanhã, a próxima etapa da evolução humana que
possui três poderes paranormais (os “Três Ts”):
teletransporte, telepatia e telecinese. E eles são caçados por uma
organização do Governo chamada Ultra, liderada pelo
impiedoso Dr. Jedikiah Price (Pellegrino). Apesar de boas cenas de
ação, bons efeitos visuais e um ritmo bacana, a série tem as
típicas birras de adolescente por parte do protagonista que já se
mostrou a versão masculina da Elena de The Vampire Diaries.
Mas a princípio vou continuar porque até tem uns personagens
carismáticos e quero saber o que mais Jedikiah esconde.
Once
Upon a Time in Wonderland
Claro que
eu não podia deixar de conferir o spin off de Once Upon a Time
centrado no País das Maravilhas né? Ainda mais com mais um ator de
Lost no elenco: Naveen Andrews. E adorei o que fizeram com
Alice aqui! Jamais acreditaram nas histórias que a menina contava
sobre suas aventuras no País das Maravilhas. Alice (Sophie Lowe)
voltou para lá várias vezes em busca algo que provasse que tudo era
verdade, e em uma dessas jornadas ela se apaixona por um gênio da
lâmpada chamado Cyrus (Peter Gadiot). Mas ela acaba indo parar num
hospício. Sem nunca ter conseguido uma prova daquele lugar mágico e
acreditando ter perdido Cyrus, Alice aceita fazer um procedimento
para apagar tais memórias (aka lobotomia). Antes que seja
tarde demais, o Coelho Branco (Paul Reubens) vai até Storybrooke
buscar o Valete de Copas (Michael Socha) para que ambos resgatem
Alice e deem a ela uma notícia importante: Cyrus está vivo!
Qualquer coisa pode acontecer agora, pois além de reencontrar Cyrus,
Alice deve salvar o País das Maravilhas das mãos da Rainha Vermelha
(Emma Rigby) e Jafar (Andrews). Gostei muito de ver Alice lutando,
até me lembrou alguns momentos de Alias que envolviam
hospícios. (Apesar de achar a atriz sem sal.) Só não gostei muito
da Rainha Vermelha, perto de suas antecedentes da série-mãe Regina
(Lana Parrilla) e Rainha de Copas (Barbara Hershey) ela deixa muito a
desejar. Mas vamos ver no que vai dar.
Almost
Human
De longe
a mais promissora que vi até agora. E não digo isso só por ser do
JJ Abrams não, tá? A série é uma trama policial futurística que
se passa no ano de 2048. Onde a estratégia de combate ao crime exige
que cada policial tenha um parceiro androide. Nosso protagonista é
John Kennex (Karl Urban), vítima de um ataque catastrófico às
forças policiais que o deixou em coma por 17 meses e matou seu
amigo, além de ter lhe custado uma perna. John detesta a companhia
dos androides, então lhe é designado um modelo antigo e
“defeituoso” com respostas emocionais incrivelmente humanas,
Dorian (Michael Ealy). Ainda há muito o que ser mostrado sobre a
trama central (já é marca do JJ apresentar a base aos poucos), mas
pelo que já se pode ver John fará algumas descobertas sobre sua
família e pessoas em quem um dia confiou. Apesar de alguns aspectos
não serem lá muito inovadores, tudo funciona bem e parece ter
vários caminhos por onde seguir. Os personagens são bem construídos
e os atores dão conta do recado. Os efeitos visuais são bem
satisfatórios, ainda mais se tratando de uma série de TV. Além de
tudo, a dupla John e Dorian promete bons momentos de emoção e
diversão. Espero estar certa nessa aposta, há tempos eu não
gostava tanto de um piloto.
P.S.:
Cada opinião foi escrita logo após o piloto ser assistido.