O
impossível é só uma questão de opinião.
Pensando
em uma forma de indicar séries que vejo/já vi sem ser pela coluna
Maratona de Vícios – pois não sei quando poderei revê-las
– surgiu uma nova coluna: Vale Ver. Assim como a maioria das
colunas essa não terá uma periodicidade exata, sendo postada quando
convir. Aqui falarei (tentando ser mais breve possível) sobre séries
de TV que amo, estejam elas em andamento ou já finalizadas. E para a
estreia escolho nada menos que minha segunda favorita: Fringe.
Criada
pelo meu eterno amado gênio JJ Abrams, Fringe
iniciou sua jornada em 09 de Setembro de 2008, teve 100 episódios
divididos em 5 temporadas transmitidas originalmente pela rede de TV
americana FOX. E até o seu inevitável fim em 18 de Janeiro de 2013
maravilhou e mobilizou milhares de fãs pelo mundo. Em seus cinco
anos de duração, Fringe explorou em sua elaborada trama a
tênue linha entre a ficção científica e a realidade. Onde
literalmente pessoas fazem o impossível e ultrapassam qualquer
barreira por amor. E acreditar faz parte de fazer com que as coisar
aconteçam.
O enredo
gira em torno da Divisão Fringe,
uma divisão secreta do FBI que investiga casos sem explicação
aparente que envolvem a Ciência de Borda (Fringe Science).
Nela trabalham os agentes Olivia Dunham (Anna Torv) e Charlie Francis
(Kirk Acevedo), o cientista renomado Walter Bishop (John Noble) que passou os 17 anos anteriores em um hospital psiquiátrico, seu
filho e tutor Peter Bishop (Joshua Jackson) e a agente júnior Astrid
Fransworth (Jasika Nicole). Eles são liderados pelo agente do DHS
Philip Broyles (Lance Reddick) e constantemente precisam da
consultoria da executiva manipuladora Nina Sharp (Blair Brown).
Logo a
mitologia da série vai se aprofundando em seus personagens e
relacionamentos que formam. A forma como o passado deles pode influir
no futuro da humanidade é muito bem explorada, assim como os
momentos científicos que são sempre brilhantes. A trama se
desenvolve conforme os personagens descobrem mais sobre si mesmo,
sobre sua função para salvar a humanidade. E tudo isso se torna
mais impactante quando você vê pessoas dispostas a se sacrificarem
pelo bem de seus entes queridos.
Eu
poderia escrever parágrafos e mais parágrafos falando sobre a
maravilhosa mitologia e repleta simbologia de Fringe, mas como
puderam perceber quero falar mesmo dos personagens. Eles são do tipo
que te cativam e te fazem querer que sejam parte da sua vida. Isso
muito provavelmente se deve ao talento e carisma do elenco. Anna
Torv, Joshua Jackson e John Noble formam um trio sem igual, fazendo
de cada cena em que estejam uma verdadeira aula de interpretação.
Antes de começar a ver Fringe (meados de 2010) via inúmeros
comentários indignados de que mais um Emmy ou Globo de Ouro tinha se
passado e nenhum dos três (principalmente John e Anna) recebido se
quer uma indicação. Até aí nada de mais, todo fã quer que seu
ídolo seja premiado. Mas foi eu começar a ver pra entender a
injustiça que estava – e continuou - sendo feita.
Fringe
é tipo de série que te mostra que sempre há pelo que lutar. Que
mesmo quando tudo parecer acabado, haverá uma brecha por onde
entrará a luz. Que você deve manter a mente aberta, ou poderá não
ver as respostas à sua frente. Que uma simples tulipa branca pode
simbolizar incontáveis coisas, do perdão à persistência para
tornar algo em realidade. E que sempre se deve procurar por um
arco-íris após a chuva, as coisas podem melhorar. Só continue
procurando.