Autor:
John Green
Edição:
6/2013
Editora:
Intrínseca
Páginas:
304
Sinopse: Após
seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua
ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine -
Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de
Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no
carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar
o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o
Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará
possível antever, através da linguagem universal da matemática, o
desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas
se conheçam.
Uma
descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de
injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará
Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da
humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua
garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.
Comentários:
Hoje
venho relatar minha primeira experiencia com a narrativa de John
Green, que diga-se de passagem é maravilhosa. O livro pautado em
questão - O Teorema Katherine – foi um presente de
aniversário (quase Natal) da minha amiga Marina, a quem agradeço
imensamente por me proporcionar essa viagem.
Colin
Singleton é um garoto prodígio que acabou de se formar no colegial
e de levar o maior pé na bunda de sua vida, o 19º de uma Katherine.
Por estar na pior foça em que já já esteve na vida, seu melhor
amigo, Hassan, sugere que façam uma viagem de carro. Só eles dois e
nenhum destino. Mas acabam parando em Gutshot, uma cidadezinha no
interior do Tennessee. E lá conhecem Lindsey e sua mãe Hollys, que
lhes dá um emprego de verão. Na verdade, o primeiro emprego na vida
de ambos.
Enfim, é
lá que Colin tem a ideia do tal Teorema que prevê o futuro dos
relacionamentos. Começa a fazer isso porque quer fazer algo pelo
qual ser lembrado, já que ele é um garoto prodígio que já atingiu
seu ápice e garotos prodígios nem sempre se tornam gênios. Sim, há
uma diferença e o livro explica bem isso. Mas basicamente prodígios
tem facilidade extrema em aprender e usar o que aprenderam, gênios
criam coisas novas. Nem toda criança prodígio se torna um gênio e
nem todo gênio foi uma criança prodígio. E Colin queria ser um
gênio porque ninguém é lembrados por saber os 99 primeiros
algarismos do Pi.
Se o
Teorema funciona? Isso você vai ter que ler o livro pra descobrir.
Mas o que vale mesmo do livro é a amizade de Colin e Hassan, os dois
me arrancaram diversas gargalhadas. E até me emocionaram em alguns
momentos. O quanto mudaram durante a estadia em Gutshot, em parte por
causa do trabalho e em parte pela convivência com os moradores dali.
Principalmente Lindsay, ela fez bem pra eles e eles para ela.
Enfim ao
que eu achei. Dizer que adorei é pouco. A narrativa de Green é
mesmo tudo o que dizem e muito mais. O livro é narrado na terceira
pessoa, alternando o presente com pedaços do passado de Colin. Com
referências ótimas e comentários sarcásticos sem igual. Também
tem várias notas de rodapé, as melhores que já vi. Isso porque ele
consegue ser sarcástico até nas notas. Sério, se você não leu
John Green ainda, leia. Young Adult é um gênero que não me
faz muito a cabeça, mas esse me conquistou.
Os
personagens são ótimos. Colin é o típico nerd tímido e que não
sabe muito bem o que falar. Nem sei o que seria dele sem Hassan. Esse
por sua vez é o divertido boa vida que não quer nada com nada. Nem
preciso dizer que é o equilíbrio perfeito né? E Lindsey é aquela
garota bonita e inteligente que sofreu na infância e tem suas
próprias perspectivas. O entrosamento e evolução dos três é algo
maravilhoso de se acompanhar.
O final
que eu achei meio atropelado, pois no meio do livro surge um mistério
em relação a Hollys e a resposta apesar de ser bem condizente e
emocionante foi dada meio fácil demais. Mas ainda foi um ótimo
final e teve belas morais, apesar de ser bem aberto. Sabe, pela
primeira vez em muito tempo eu queria que um livro único ganhasse
continuação. Pois apesar de gostar de finais abertos por causa do
gostinho de “o final é meu e imagino ele do jeito que eu
quiser” que eles dão, eu realmente queria ver o que os
personagens fariam com suas descobertas. Mas as mensagens mais do que
valeram.
E pra
encerrar, falo sobre a matemática envolvida na trama. O livro possui
alguns gráficos e expressões matemáticas sim, mas nada que
dificulte a leitura. No final tem um apêndice explicando melhor o
Teorema que foi escrito pelo amigo de John, Daniel Bliss. Ele que
cuidou da parte matemática do livro, pois o próprio John confessou
não ser bom nessa área. E apesar desse apêndice ser totalmente
opcional, recomendo que leiam pois a forma como Daniel explica é
divertida e o final... Bom, leiam.
Colin suspirou. Mesmo não sendo tão religioso assim, Hassan de vez em quando brincava de tentar converter Colin.
-Tá. Fé em Deus. Boa ideia. Também quero acreditar que posso voar até o espaço sideral montado nas costas macias de pinguins gigantes e transar com a Katherine XIX em gravidade zero.
-Singleton, você precisa acreditar em Deus mais do que qualquer pessoa que eu conheço.
-É, e você precisa ir a faculdade - Colin murmurou.
-Tá. Fé em Deus. Boa ideia. Também quero acreditar que posso voar até o espaço sideral montado nas costas macias de pinguins gigantes e transar com a Katherine XIX em gravidade zero.
-Singleton, você precisa acreditar em Deus mais do que qualquer pessoa que eu conheço.
-É, e você precisa ir a faculdade - Colin murmurou.
Págs. 14 e 15