Ela
voltou pra nossa alegria.
Nem só
de séries americanas e britânicas vive essa pessoa que vos escreve,
gosto de produções nacionais. Só é uma pena que a TV brasileira
não invista tanto no formato e as vezes até joga um bom projeto
fora por causa de novelas. Mas quando a Rede Globo informou que Doce
de Mãe (o filme para TV exibido no final de 2012 que rendeu o
Emmy internacional de melhor atriz para Fernanda Montenegro e que
encantou até JJ Abrams) iria virar série, eu não podia perder.
A série
continua mostrando o mesmo tom de humor agradável do filme. Com
aquelas situações do dia a dia que conhecemos bem e até nos
irritamos quando é conosco, mas acabamos rindo quando nos
encontramos no papel de espectadores. Como os filhos discutindo o que
fazer com o dinheiro ganho com a venda do terreno do pai, ou uma
adorável senhora descobrindo que seu falecido marido teve uma filha
fora do casamento.
Dona
Picucha é sem dúvida uma velhinha muito incomum. O que dizer do
momento em que ela revela aos filhos que quer ir morar numa casa geriátrica? Com certeza ela vai aprontar muito com os outros idosos,
como já mostra no fim do episódio. E claro, a família toda vai
render ótimos momentos. Ah, e a abertura é de dar água na boca. :P
A trama
se desenvolve em Porto Alegre, o que já é bem diferente de grande
parte das produções nacionais. E a qualidade do enredo prova que
talvez uma boa solução pra TV brasileira seria investir em séries
e aposentar as novelas que subestimam a inteligência da população.
De qualquer forma, o importante é que Dona Picucha está de volta
pra uma temporada de 14 episódio e que continue assim por alguns
anos.