Quando
ninguém tinha nada, eles arriscaram tudo.
Quem
nunca ouviu falar no perigoso casal Bonnie e Clyde, que aterrorizou
os Estados Unidos assaltando bancos na década de 1930? Certamente
quem nunca ouviu esses dois nomes juntos deve se informar um pouco
mais. O casal realmente tocou o terror na época e virou fonte de
inspiração para diversas obras literárias, teatrais,
cinematográficas e televisivas, sendo a mais famosa o filme de 1967.
E em Dezembro do último ano surgiu uma nova minissérie.
A
minissérie Bonnie & Clyde foi exibida nos Estados Unidos
simultaneamente pelos canais A&E, Lifetime e
History Channel. Em seus dois episódios de 85min cada contou
de forma romanceada e intensa a história desse casal tão peculiar.
Como Clyde (Emile Hirsche) que teve uma infância humilde na fazenda
teve seus caminhos levados até o crime e Bonnie (Holliday Grainger),
uma jovem que sonhava em ser atriz até se tornar uma das criminosas
mais procuradas da América. Uma história de amores e ambições.
A
minissérie não pintou Bonnie e Clyde nem como vilões terríveis
nem tampouco como mocinhos vítimas das circunstâncias. Apenas
mostrou o que havia de melhor e pior neles. Como se apaixonaram, como
se tratavam, como eram tendenciosos e até como podiam ser cruéis. O
casal mostra como escolhas aliadas às oportunidades podem ser
perigosas.
Bonnie
& Clyde chegou ao Brasil em Fevereiro desse ano pelo canal
Sony. Eu já tinha assistido em Dezembro mesmo, só não tive
chance de escrever antes. Todavia, fica aqui registrado que se trata
de uma produção brilhante e intensa. Não sei até que ponto vão a
realidade e a ficção, mas certamente vale ser assistida.