Definitivamente
todos por um e um por todos.
Minha
mais nova queridinha conseguiu sua renovação já no terceiro
episódio, e cada semana deu mais provas de que a mereceu. Com uma
trama permeada de desafios e repleta de humor e aventura. Contando
uma história através de revelação de segredos e até tratando de
assuntos polêmicos. Certamente o mundo merece mais doses de The
Musketeers.
Para a
minha surpresa a série meio que tomou a forma de série policial.
Talvez eu não devesse ter me surpreendido tanto, afinal,
mosqueteiros eram a guarda da época. Mas diferente do que acaba
acontecendo em séries policiais comuns, todos os casos tiveram
ligação com a trama central. Seja pelo mercador de escravos cujo
qual tinha sociedade com o Cardeal ou tentativas de assassinar uma jovem viúva com um bebê. Até os dois episódios que não me
animaram muito tiveram um enredo bem interessante.
Gostei
muito da forma como tratarem de temas que embora não sejam atuais
são fatos que deixaram sua marca na sociedade até hoje. Como a
escravidão que como Athos bem ressaltou no 1x03 (Commodities)
era algo repulsivo, nojento, desumano, mas não era ilegal. E Porthos
como filho de uma escrava as vezes ouve comentários indecorosos.
Hoje nenhuma mulher é acusada de bruxaria e queimada em praça
pública por ensinar ciências, artes e filosofia às jovens
humildes, mas certamente qualquer mulher que assim como Ninon de
Larroque no 1x07 (A Rebellious Woman) contrarie os preceitos
da sociedade será vista com maus olhos. E o que dizer de um marido
controlador e uma mãe que abandona o filho que nasceu com
deficiência a própria sorte? Tristes realidades que apesar de
diminuídas parecem não querer sumir.
Mas não
adianta, o que amei de verdade foram os personagens. D'Artagnan e
Constance com suas personalidades fortes e jogos de gato e rato
viraram meus favoritos e torço desesperadamente pra que consigam
ficar juntos. Aramis usa do charme e sarcasmo para esconder um
coração sensível, menos quando diz respeito a Rainha Anne. Athos
já teve o coração partido mais vezes do que pode contar e
certamente merece ser feliz, seria ótimo que fosse com Ninon.
Porthos é divertido e sentimental, tenta manter a postura do durão
inabalável mas se emociona facilmente. Rei Louis parece um pateta em
grande parte do tempo e até comecei a chamá-lo de “Rei Bobão”,
mas as vezes surpreende com uma atitude digna de um líder. Já o
Cardeal Richelieu e Milady de Winter são aquela dupla de vilões que
você não vê a hora de serem desmascarados e apodrecerem numa
masmorra. E como não citar o Capitão Treville que faz das veias
coração pra manter tudo isso sobre controle?
The
Musketeers teve um desenvolvimento maravilhoso com plots
sensacionais e ainda tem muito a mostrar na próxima temporada. O
Cardeal já foi desmascarado para Rainha Anne mas não para Rei
Louis. Milady de Winter ainda tem que ter todas as suas mentiras
trazidas à tona. D'Artagnan agora é um mosqueteiro condecorado, mas
temos que ver sua evolução. Constance tem que se livrar daquele
marido. De quem é o bebê da Rainha Anne? O jogo pela paz e
segurança da França apenas começou.
Durante
quase toda a temporada o dogma que regia nossos quatro mosqueteiros
foi “cada um por si”. Mas com tudo que passaram aquele
famoso lema “todos por um e um por todos” finalmente
surgiu no season finale e é com ele que seguirão a partir daqui.
Agora que sabem em quem depositar suas confianças e desconfianças
tudo pode ficar ainda melhor. O triste é ter que esperar até ano
que vem pela próxima temporada.