Entre anjos e humanos.
Dominion
é baseada no filme Legião (Legion) de 2010 que por
sua vez é adaptação de quadrinhos homônimos. Como não vi o filme
não poderei fazer comparações de qualquer tipo. Apenas sei o que
li a respeito, que a série se passa 25 anos após os acontecimentos
do filme. E foi sabendo apenas disso e de que se tratava de uma
batalha apocalíptica que embarquei nessa.
Deus
sumiu após perder a fé na humanidade. O Arcanjo Gabriel
inconformado resolveu declarar guerra contra os humanos e boa parte
dos anjos se juntaram a ele, mas Miguel não. Ele ainda acredita na
humanidade e resolve defendê-la, virando-se contra sua própria
espécie. A salvação pode estar em um bebê, que Miguel protegeu e
escondeu até que chegasse a hora de revelar sua identidade.
A trama
se passa principalmente em Vega, antiga Las Vegas que se encontra
cercada por muros. Ali existe um grupo de líderes para a população
sendo o principal deles o General Edward Riesen (Alan Dale), cujo a
filha Claire (Roxanne McKee) além de ser uma jovem bondosa e
determinada namora escondida com o Soldado Alex Lannen (Christopher
Egan). Não que Edward seja contra, mas apesar de ser um homem justo
e confiar no discernimento da filha existem normas políticas a serem
cumpridas.
O General
tem alguns conflitos com o Cônsul David Whele (Anthony Head), um
homem duro que perdeu a fé mas não aparenta ser “malvado”
apesar das atitudes. Ele tem um filho, o chato William (Luke
Allen-Gale) que fica perseguindo Claire. Temos a Senadora Becca Thorn
(Rosalind Halstead), uma mulher forte que vive um romance escondido
com Miguel (Tom Wisdon). E temos Bixby (Betsy Wilke), uma menina órfã
pela qual Alex tem um zelo especial. Que acho importante falar agora
são esses.
É um
pouco difícil falar de Dominion depois de apenas um episódio.
Isso porque são muitos personagens e uma situação político-social
que ainda não tive tempo de conhecer a fundo. Mas apesar de não ter
visto o filme posso dizer que não me fez falta. Até porque no
início desse primeiro episódio é contada a história (que resumi
no segundo parágrafo) de como as coisas chegaram nesse estado e o
espectador fica bem situado. Mas claro, pretendo assistir o filme pra
não ser chamada de poser. [rs]
O que
posso dizer é que gostei do que vi. Tinha assistido algumas
minisséries do Syfy mas essa é minha primeira série de fato
do canal. O que me atraiu foram a premissa e o fato de ter Alan Dale
no elenco, já o vi em 815 séries (entre elas minhas queridinhas
Lost, Person of Interest, Once Upon a Time e
Entourage) mas nunca como personagem fixo. E bonzinho, só pra
variar um pouco. Também a trama apocalíptica me chamou atenção de
imediato. E acabei sendo surpreendida com inúmeras coisas que me
agradaram.
Gostei
dos complexos sistemas políticos das sociedades sobreviventes, ao
mesmo tempo um tanto medieval e moderno. Gostei da boa intercalação
de cenas, dando espaço igual para a ação, desenvolvimento da
mitologia e construção dos personagens. Gostei de já termos um
casal principal que ao invés de torcermos pra ficarem juntos temos
que torcer pra conseguirem se manter unidos. E além de tudo isso, da
grande gama de personagens. Gostei de serem bem diversificados. E
apesar de preferir conhecer os personagens aos poucos, gostei de como
já ficou claro os interesses de cada um e como alguns pareceram
ambíguos.
A
identidade do Salvador é revelada ainda no primeiro episódio. Mas
claro, lá nos momentos finais e adorei como esse segredo foi ao
mesmo tempo óbvio e misterioso. Pelo menos eu que não vi o filme
tive essa impressão. Fiquei o tempo todo: “É claro que
é Fulano... Mas pode ser Ciclano por causa disso, ou Beltrana...
Não, péra...” Ainda tiveram outras revelações
surpreendentes. Se todo episódio for assim...
Esse foi
provavelmente o pior texto de primeiras impressões que já escrevi.
Mas acreditem, gostei muito de Dominion. Só não consegui
encontrar o meu jeito de falar sobre a série e o texto acabou
virando uma enrolação, desculpem. Segundo o TVRage.com a primeira
temporada será composta por sete episódios, e certamente
acompanharei.