segunda-feira, 7 de julho de 2014

Supernatural – Balanço da 9ª temporada


Esgotando forças.

Há algumas temporadas que Supernatural não é mais tudo o que já foi um dia, mantendo-se no ar apenas porque os fãs se apegaram aos irmãos Winchester e a CW não quer deixar de faturar. Mas quando muitos fillers chegam a ser mais interessantes que alguns episódios que tratam da trama central significa que existe uma desordem no Universo.

Achei que a trama dos anjos caídos daria uma sacudida na série, mas se mostrou um plot arrastado e as vezes até insosso. Principalmente porque Metatron é um dos personagens mais (se não o mais) chato que vi na TV. Já vi muitos personagens com complexo de Deus, personagens interessantes como William Bell, Benjamin Linus, Arvin Sloane... Mas Metatron ficou mais pra um excêntrico desmiolado muito irritante. E o pior é que em Supernatural não dá pra dizer que um personagem se foi pra nunca mais voltar.


A caçada por Abaddon não foi muito legal, mas pelo menos teve o Crowley pra salvar. Ele vem se tornando cada vez mais meu favorito. Adorei vê-lo se “drogando” com humanidade e lutando consigo mesmo pra admitir que não queria deixar o filho voltar para seu lugar no tempo e morrer no naufrágio. O que também gostei foi a outra perspectiva sobre a história de Caim e Abel, que levou Dean a possuir a Primeira Lâmina e a Marca de Caim. Itens necessários para derrotar Abaddon e Metatron. E também gostei dos estranhos assassinatos que Sam com a ajuda da simpática Sra. Julia Wilkinson descobriu serem resultado do roubo de almas por Abaddon, e de quebra como o Cavaleiro das Trevas possuiu o corpo da antiga parceira de seu avô.

Não escondo que nunca gostei muito do Sam, mas nessa temporada ele se superou na chatice. Sim, Dean errou deixando que “Ezequiel” possuísse Sam. Toda a confusão gerada por Gadreel sobrou até pro coitado do Kevin, cuja morte foi lamentável. Mas o que mais Dean podia fazer? Ele já perdeu tanto que qualquer ato desesperado para não perder também o único irmão é totalmente compreensível. Pelo menos Sam teve que pagar com a língua, disse que deixaria Dean morrer mas no primeiro risco de perdê-lo se dispôs até mesmo a fazer um pacto com Crowley. O que se mostrou desnecessário.


Como mencionei no início, alguns fillers conseguiram ser mais interessantes que a trama central. Assim foi com a homenagem à O Mágico de Oz que mostrou uma Dorothy adulta e hunter e o retorno da divertida Charlie, e quando Dean teve que tomar uma poção pra se comunicar com um cachorro que era a única testemunha de uma morte. Também quando tiveram que resolver um problema de assombração em uma casa que serve como lar para menores onde Dean passou um tempo, e os problemas da nova família do querido Garth que agora é lobisomem. Gostei desses episódios, me diverti e me emocionei com eles. Me marcaram mais que a história dos anjos.


Tenho que abrir uma porta pra falar do “spin off” de Supernatural. Quando saiu a notícia eu torci o nariz e disse que não veria, mas teria que ver pelo menos o piloto pois seria o episódio 20 desta temporada. Gostei, e a CW não levou adiante. Sim, gostei dos personagens e da trama de máfias sobrenaturais que Bloodlines trouxe. Até por ser em Chicago, já que em O Poderoso Chefão as “famiglias” de Chicago são chamadas de “ovelhas negras do submundo” e isso me soou como uma boa referência. E apesar da história do herói que perdeu a amada e descobre que o pai morto está vivinho da Silva já ser meio batida, gostei do protagonista Ennis. Mas se não rolou, fazer o quê?

Voltando a principal e única série, já manifestei meu desagrado com a morte de Kevin mas a verdade é que fiquei extremamente desapontada. Gostava do Kevin e de sua função na equipe, e então simplesmente o matam. Quando o fantasma dele começou a aparecer querendo resgatar a mãe achei que então ela ficaria, o que também seria legal. Mas aí ela foi embora e levou o fantasma do filho junto. Também fiquei chateada com o que fizeram a Castiel, tornando-o um personagem tapado. Ele sempre foi muito inocente, mas inocente não é sinônimo de tapado. A única cena de Castiel nessa temporada que gostei foi dele cuidando do bebê.

Enfim, teremos uma 10ª temporada com Dean transformado em demônio. Situação essa que deve se resolver em oito ou dez episódios. Então criar outra situação mirabolante e seguir assim até não poder mais. A questão é: Vale a pena manter Supernatural desse jeito?