Esgotando
forças.
Há
algumas temporadas que Supernatural não é mais tudo o que já
foi um dia, mantendo-se no ar apenas porque os fãs se apegaram aos
irmãos Winchester e a CW não quer deixar de faturar. Mas
quando muitos fillers chegam a ser mais interessantes que alguns
episódios que tratam da trama central significa que existe uma
desordem no Universo.
Achei que
a trama dos anjos caídos daria uma sacudida na série, mas se
mostrou um plot arrastado e as vezes até insosso. Principalmente
porque Metatron é um dos personagens mais (se não o mais) chato que
vi na TV. Já vi muitos personagens com complexo de Deus, personagens
interessantes como William Bell, Benjamin Linus, Arvin Sloane... Mas
Metatron ficou mais pra um excêntrico desmiolado muito irritante. E
o pior é que em Supernatural não dá pra dizer que um
personagem se foi pra nunca mais voltar.
A caçada
por Abaddon não foi muito legal, mas pelo menos teve o Crowley pra
salvar. Ele vem se tornando cada vez mais meu favorito. Adorei vê-lo
se “drogando” com humanidade e lutando consigo mesmo pra admitir
que não queria deixar o filho voltar para seu lugar no tempo e
morrer no naufrágio. O que também gostei foi a outra perspectiva
sobre a história de Caim e Abel, que levou Dean a possuir a Primeira
Lâmina e a Marca de Caim. Itens necessários para derrotar Abaddon e
Metatron. E também gostei dos estranhos assassinatos que Sam com a
ajuda da simpática Sra. Julia Wilkinson descobriu serem resultado do
roubo de almas por Abaddon, e de quebra como o Cavaleiro das Trevas
possuiu o corpo da antiga parceira de seu avô.
Não
escondo que nunca gostei muito do Sam, mas nessa temporada ele se
superou na chatice. Sim, Dean errou deixando que “Ezequiel”
possuísse Sam. Toda a confusão gerada por Gadreel sobrou até pro
coitado do Kevin, cuja morte foi lamentável. Mas o que mais Dean
podia fazer? Ele já perdeu tanto que qualquer ato desesperado para
não perder também o único irmão é totalmente compreensível.
Pelo menos Sam teve que pagar com a língua, disse que deixaria Dean
morrer mas no primeiro risco de perdê-lo se dispôs até mesmo a
fazer um pacto com Crowley. O que se mostrou desnecessário.
Como
mencionei no início, alguns fillers conseguiram ser mais
interessantes que a trama central. Assim foi com a homenagem à O
Mágico de Oz que mostrou uma Dorothy adulta e hunter e o retorno
da divertida Charlie, e quando Dean teve que tomar uma poção pra se
comunicar com um cachorro que era a única testemunha de uma morte.
Também quando tiveram que resolver um problema de assombração em
uma casa que serve como lar para menores onde Dean passou um tempo, e
os problemas da nova família do querido Garth que agora é
lobisomem. Gostei desses episódios, me diverti e me emocionei com
eles. Me marcaram mais que a história dos anjos.
Tenho que
abrir uma porta pra falar do “spin off” de Supernatural.
Quando saiu a notícia eu torci o nariz e disse que não veria, mas
teria que ver pelo menos o piloto pois seria o episódio 20 desta
temporada. Gostei, e a CW não levou adiante. Sim, gostei dos
personagens e da trama de máfias sobrenaturais que Bloodlines
trouxe. Até por ser em Chicago, já que em O Poderoso Chefão
as “famiglias” de Chicago são chamadas de “ovelhas negras do
submundo” e isso me soou como uma boa referência. E apesar da
história do herói que perdeu a amada e descobre que o pai morto
está vivinho da Silva já ser meio batida, gostei do protagonista
Ennis. Mas se não rolou, fazer o quê?
Voltando
a principal e única série, já manifestei meu desagrado com a morte
de Kevin mas a verdade é que fiquei extremamente desapontada.
Gostava do Kevin e de sua função na equipe, e então simplesmente o
matam. Quando o fantasma dele começou a aparecer querendo resgatar a
mãe achei que então ela ficaria, o que também seria legal. Mas aí
ela foi embora e levou o fantasma do filho junto. Também fiquei
chateada com o que fizeram a Castiel, tornando-o um personagem
tapado. Ele sempre foi muito inocente, mas inocente não é sinônimo
de tapado. A única cena de Castiel nessa temporada que gostei foi
dele cuidando do bebê.
Enfim,
teremos uma 10ª temporada com Dean transformado em demônio.
Situação essa que deve se resolver em oito ou dez episódios. Então
criar outra situação mirabolante e seguir assim até não poder
mais. A questão é: Vale a pena manter Supernatural desse
jeito?