Perdi a
conta de quantas vezes tomei a decisão e desisti de escrever um
texto para o fim de ano. Motivo para escrever: é o certo a se fazer.
Motivo para não escrever: falta de vontade. Tampouco estou com
cabeça para retrospectivas detalhadas, e nem teria muito o que
escrever. Então resolvi escrever algo sem planejamento e tentando
fugir de clichês. Vamos ver no que dá.
Pra usar
de um termo que aprendi com nossa colega Hanna, posso dizer que 2014
foi um ano bem méh. Sério, que diabo de ano foi esse? Certo,
aconteceram algumas coisas boas. Mas, sem querer soar melodramática,
parece que pra cada coisa legal que acontecia vinham duas terríveis
pra acabar com minha alegria. Não é de hoje que sei que o Universo
me persegue e que a Lei de Murphy não só existe como é ela quem
realmente rege o cosmos, mas nesse ano eles capricharam na tarefa de
mostrar que não mando na minha vida.
Das
coisas boas que aconteceram a maioria tem a ver com o blog e os
assuntos retratados nele. E começo a pensar que se a melhor coisa
que me acontece é acompanhar uma série ou ler determinado livro é
porque alguma coisa não está certa. Claro que foi ótimo concluir
Entourage, e incrível assistir Prison Break e The
X-Files. Foi maravilhoso ver Star Wars e fantástico ler O
Senhor dos Anéis. Gratificante comemorar os 10 anos de Lost.
Como também é muito bom continuar acompanhando minhas séries
queridinhas. Mas foi... isso.
Não
posso dizer que minhas expectativas para 2015 não comecem com o
filme de Entourage e o Episódio VII de Star Wars. Bem
como Aquarius e Westworld, respectivamente as novas
séries de David Duchovny e JJ Abrams. Sem falar das novas animações
de Peanuts e O Pequeno Príncipe e do fato de que S
finalmente será lançado no Brasil. Ah sim, a sexta e última
temporada de Community e seu
desejado e possível filme. E ainda a esperança de anunciarem
um novo filme de The X-Files. (Porque eu quero
acreditar.) Mas quero ter algo mais do que isso, quero ter
algo real.
Não
levem a mal, essas coisas sempre fizeram parte da minha vida e
continuarão fazendo. Séries, filmes e livros que amo sempre foram
uma ótima válvula escape e sempre me proporcionaram ótimos
momentos de reflexão. Todavia, acredito que o que quero pra mim é o
que muita gente também quer e precisa. Algo do qual não se precise
de distração, que não se queira escapar. Algo real que nos faça
feliz e faça sentir orgulho de nós mesmos. Não falo nem de
família, amigos e etc, eles sempre estarão lá. Mas algo do qual
tenhamos controle e nos diga respeito.
Então o
que desejo para esse ano de 2015 além uma virada do mundo do
entretenimento – que convenhamos, já teve dias melhores -, é que
tenhamos motivos para lutar e algo para manter. Que consigamos passar
mais tempo fazendo algo legal com as pessoas que amamos. Que nos
dediquemos mais ao que realmente importa e nos faz bem. E que ninguém
nos diga o que não podemos fazer. Nada disso virá sozinho, mas
talvez se acreditarmos... Se quisermos acreditar e persistir até nas
menores oportunidades podemos conseguir. E que o novo ano prove isso.
Feliz
2015!