quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Acabou 2014


E já vai tarde.

Perdi a conta de quantas vezes tomei a decisão e desisti de escrever um texto para o fim de ano. Motivo para escrever: é o certo a se fazer. Motivo para não escrever: falta de vontade. Tampouco estou com cabeça para retrospectivas detalhadas, e nem teria muito o que escrever. Então resolvi escrever algo sem planejamento e tentando fugir de clichês. Vamos ver no que dá.

Pra usar de um termo que aprendi com nossa colega Hanna, posso dizer que 2014 foi um ano bem méh. Sério, que diabo de ano foi esse? Certo, aconteceram algumas coisas boas. Mas, sem querer soar melodramática, parece que pra cada coisa legal que acontecia vinham duas terríveis pra acabar com minha alegria. Não é de hoje que sei que o Universo me persegue e que a Lei de Murphy não só existe como é ela quem realmente rege o cosmos, mas nesse ano eles capricharam na tarefa de mostrar que não mando na minha vida.

Das coisas boas que aconteceram a maioria tem a ver com o blog e os assuntos retratados nele. E começo a pensar que se a melhor coisa que me acontece é acompanhar uma série ou ler determinado livro é porque alguma coisa não está certa. Claro que foi ótimo concluir Entourage, e incrível assistir Prison Break e The X-Files. Foi maravilhoso ver Star Wars e fantástico ler O Senhor dos Anéis. Gratificante comemorar os 10 anos de Lost. Como também é muito bom continuar acompanhando minhas séries queridinhas. Mas foi... isso.

Não posso dizer que minhas expectativas para 2015 não comecem com o filme de Entourage e o Episódio VII de Star Wars. Bem como Aquarius e Westworld, respectivamente as novas séries de David Duchovny e JJ Abrams. Sem falar das novas animações de Peanuts e O Pequeno Príncipe e do fato de que S finalmente será lançado no Brasil. Ah sim, a sexta e última temporada de Community e seu desejado e possível filme. E ainda a esperança de anunciarem um novo filme de The X-Files. (Porque eu quero acreditar.) Mas quero ter algo mais do que isso, quero ter algo real.

Não levem a mal, essas coisas sempre fizeram parte da minha vida e continuarão fazendo. Séries, filmes e livros que amo sempre foram uma ótima válvula escape e sempre me proporcionaram ótimos momentos de reflexão. Todavia, acredito que o que quero pra mim é o que muita gente também quer e precisa. Algo do qual não se precise de distração, que não se queira escapar. Algo real que nos faça feliz e faça sentir orgulho de nós mesmos. Não falo nem de família, amigos e etc, eles sempre estarão lá. Mas algo do qual tenhamos controle e nos diga respeito.

Então o que desejo para esse ano de 2015 além uma virada do mundo do entretenimento – que convenhamos, já teve dias melhores -, é que tenhamos motivos para lutar e algo para manter. Que consigamos passar mais tempo fazendo algo legal com as pessoas que amamos. Que nos dediquemos mais ao que realmente importa e nos faz bem. E que ninguém nos diga o que não podemos fazer. Nada disso virá sozinho, mas talvez se acreditarmos... Se quisermos acreditar e persistir até nas menores oportunidades podemos conseguir. E que o novo ano prove isso.


Feliz 2015!