Título
original:
Labyrinth
Ano:
1986
Elenco:
David Bowie, Jennifer Connelly, Christopher Malcolm
Direção:
Jim Henson
Roteiro:
Dennis Lee, Jim Henson, Terry Jones
Produção:
Eric Rattray
Trilha
Sonora:
Trevor Jones, David Bowie
Gênero:
Fantasia, Aventura, Musical
Tempo:
101min
Censura:
Livre
País:
Estados Unidos, Reino Unido
Sinopse:
Frustrada por ter de cuidar do irmão caçula enquanto seus pais
estão fora, a adolescente Sarah sonha em se livrar da criança, que
não para de chorar. Atendendo seu pedido, o Rei dos Duendes,
personagem de um dos livros de Sarah, ganha vida e sequestra o bebê.
Arrependida, a menina terá de enfrentar um labirinto e resgatar o
irmão antes da meia-noite para evitar que ele seja transformado em
um duende.
✖✖✖
Antes
de falar do filme propriamente dito preciso falar um pouco sobre sua
escolha. Na última vez que escrevi uma Indicação
de Filme
(em dezembro) estava pensando que Labirinto
– A Magia do Tempo
enfim seria meu próximo, pois tantas vezes já o tinha cogitado para
aparecer aqui e na última hora acabava mudando de ideia. E eis que
no início de janeiro deste ano David Bowie veio a falecer. Não quis
mais postergar a aparição desse filme aqui, e como nunca fizemos
homenagens ao cantor tomem esse post como um humilde tributo.
Sarah
(Jennifer Connelly) é uma adolescente apaixonada por teatro e
histórias de fantasia. O filme começa com a menina no parque
encenando uma cena de seu livro favorito, e quando volta para casa
descobre que passará a noite cuidando do irmãozinho Toby e acaba
discutindo com o pai e a madrasta. Mais alguns fatores a fazem ter a
sensação de que está perdendo espaço, deixando-a totalmente
aborrecida. Quando Toby não para de chorar, Sarah conta a ele a
história de uma garota que não aguenta mais viver como escrava e
pede aos duendes (goblins, no idioma original) que levem seu irmão
embora. O choro cessa, Toby sumiu. O que Sarah fez?
Jareth,
o Rei dos Duendes (David Bowie) aparece então para Sarah e informa
que seu desejo foi realizado pelos duendes. Mas quando ela se vê
arrependida e pedindo para tê-lo de volta, descobre que terá treze
horas para atravessar o labirinto que leva ao castelo onde Toby está
aprisionado e resgatá-lo. Caso contrario, Jareth o transformará em
um duende para sempre. Sarah se vê então em um mundo de conto de
fadas onde nem tudo é o que parece. E entre charadas, novos amigos e
percalços ela começará a ter outras perspectivas sobre sua vida.
Esse
é um daqueles exemplos que só porque algo não teve sucesso
imediato não significa que não seja boa. Labirinto
– A Magia do Tempo
pode ter sido um fracasso de bilheteria, mas com o tempo ganhou
status de filme cult. Pode não ter os melhores efeitos especiais,
mas tem uma história gostosa de se ver e momentos divertidos. Fora
que a trilha sonora, com algumas músicas compostas e cantadas por
David Bowie, é ótima. A propósito, Bowie como o grande cameleão
que sempre foi fez um ótimo Rei dos Duendes. E Jennifer Connelly com
apenas 15 anos já esbanjava talento.
Desde
2014 se fala sobre uma continuação ou remake do filme, e o
burburinho recomeçou no início desse ano. No entanto, as
produtoras Tristar
e Jim
Henson Co
bem como Nicole Perlman (apontada como possível roteirista) negaram
o boato. E disseram ser um momento delicado para falar no assunto. De
todo modo, defendo originais e esse merece ser visto.
Trailer