quinta-feira, 18 de setembro de 2014

[Maratona de Vícios #15]: The X-Files


Acredite no improvável.

The X-Files Theme (Mark Snow)

Sendo uma seriadora ávida e fanática por ficção científica e fantasia como sou sabia que precisava assistir The X-Files, também conhecida no Brasil como Arquivo X. Alienígenas, conspiração, mistérios, paranormalidade, investigação... Essa série tá pra mim! E graças ao Netflix pude conferir mais essa joia que marcou toda uma geração e continua conquistando fãs por todo o mundo. Sim, a série é grande e de início seu tamanho assusta um pouco. Mas depois de começar vai que vai. Além de ser uma ótima forma para acompanhar todo o desenvolvimento de uma década.

Começamos a acompanhar essa história quando a Agente Dana Scully (Gillian Anderson), que é formada em medicina e acredita apenas no que a ciência pode provar, é designada para acompanhar o Agente Fox Mulder (David Duchovny) nos Arquivos X, com o intuito de desmentir seu trabalho e acabar com o setor. O Arquivo X consiste em casos não resolvidos pelo FBI, em grande parte porque suas provas não podem ser comprovadas com ciência. Pelo menos não com a ciência que conhecemos.

Por ter escolhido trabalhar com os Arquivos X e acreditar em extraterrestres, paranormalidade, seres sobrenaturais e muitas outras coisas Mulder ganha uma certa reputação e o apelido de Spooky Mulder (algo como “Mulder Assombrado”). Mas ele tem seus motivos para acreditar em tudo isso, pois quando era apenas um garoto viu sua irmã Samantha ser abduzida por alienígenas e acredita um dia poder salvá-la. Apesar do ceticismo, Scully admira a determinação e a dedicação do colega à suas crenças. Ela sempre tenta refutar as teorias dele com ciência, mas Scully acaba sem poder negar o que realmente aconteceu nos relatórios.


Scully poderia ter se sentido fracassada por não poder cumprir a tarefa que lhe foi dada. Mas como a própria viria a dizer mais tarde, ela viu coisas que não podia negar mesmo que não houvessem explicações plausíveis. Scully na verdade se sentiu realizada por poder provar que o trabalho de Mulder era bem sucedido e não um desperdício de dinheiro do governo, como muitos pensam. E então ela descobre que existem motivos muito mais profundos e secretos para quererem o fim dos Arquivos X, a partir daí Scully passa a se juntar a Mulder também na luta contra essa grande conspiração.

Mulder e Scully são supervisionados pelo Diretor Assistente Walter Skinner (Mitch Pileggi), que começa não querendo se envolver e de início até parece um rival. Mas acaba se apegando e se torna um aliado indispensável em diversas circunstâncias. É claro que Mulder e Scully tem vários rivais e aliados, mas não podem ser mencionados sem spoilers pois só aparecem mais adiante e geralmente não mostrando ser quem realmente são. Por isso não confie em ninguém. De rival que posso citar é o Smoking Man/Canceroso (William B. Davis), cujo qual a primeira aparição você mal dá importância e acaba sendo um grande pesadelo. Mesmo que mais tarde suas decisões e atos se mostrem justificáveis.

Dos aliados que posso mencionar o trio The Lone Gunmen (Os Pistoleiros Solitários), formado por John Fitzgerald Byers (Bruce Harwood), Richard Langly (Dean Haglund) e Melvin Frohike (Tom Braidwood). Os três são teóricos da conspiração amigos de Mulder que de início prestam assistência em alguns casos e mais tarde mostram ser de grande valor em momentos cruciais. Além de muitos momentos de diversão. Ao longo do tempo surgem outros aliados dentro e fora do FBI, sendo o primeiro e mais ambíguo deles o Deep Throat/Garganta Profunda (Jerry Hardin). E nas últimas temporadas também começam a trabalhar no Arquivo X os Agentes John Doggett (Robert Patrick) e Monica Reyes (Annabeth Gish), dois personagens maravilhosos.


De início pode até parecer que o cerne de The X-Files é apenas provar a existência de alienígenas, e que é apenas disso que o governo nega conhecimento. Mas esse é apenas o começo de algo muito maior do qual depende a própria existência humana. E em meio a isso são discutidas muitas coisas sobre o próprio ser humano, entre a fé e a negação e a capacidade de ser a salvação ou destruição. Foi isso e muito mais que me conquistou em The X-Files.

Existem dois tipos básicos de episódio na série. Os que tratam da história central, de sua mitologia, e os sobre casos que formam o Arquivo X. Dentro desses casos estão lendas urbanas, seres sobrenaturais, paranormalidade, ocultismo, manifestações religiosas e afins. Até universos paralelos e o Triângulo das Bermudas foram abordados. Sempre há a possibilidade de ser algo forjado, e era isso que investigavam. Pois como Mulder e Scully gostam de dizer, é por isso que tem um I em FBI. Devo dizer que gostei muito de episódios que tratam sobre anomalias e mutações resultadas do mal que fazemos ao nosso próprio planeta, nos fazendo pensar no que fazemos com o conhecimento que a evolução nos permitiu adquirir.

O que também me agradou muito foi a forma como The X-Files retrata a fé. Diversas crenças e religiões foram abordadas e nenhuma mostrada como falsa ou menos valorosa, na verdade todas fazem parte do Universo que vivemos e eu quero acreditar nisso. Os fanáticos existiam e em geral são os vilões, ou acabamos vendo que era um disfarce ou algo assim. Mostrou que acreditar é como um direito, e que não devemos fechar nossos horizontes. Afinal, a verdade está lá fora.


O criador da série, Chris Carter, disse que a ideia de criar Mulder e Scully veio de representar sua própria dualidade. Da vontade de presenciar um evento paranormal e ao mesmo tempo do medo de ver e do pensamento de que tais coisas não existem. Sua fé e ceticismo. Foi uma decisão que deu muito certo e fez com que os personagens combinassem tão bem. E talvez isso tenha tornado tão fácil e delicioso torcer por esse casal. Demora a engrenar, mas é bonito justamente por isso. E o relacionamento de Mulder e Scully é conduzido de tal forma que o mais lindo e importante é admirar a confiança e companheirismo crescente entre os dois.

The X-Files teve 202 episódios divididos em 9 temporadas, exibidos originalmente pelo canal americano FOX entre 10 de Setembro de 1993 e 19 de Maio de 2002. Teve também dois filmes no cinema: The X-Files: Fight the Future foi feito em 1998 e deve ser assistido entre a 5ª e a 6ª temporada, e The X-Files: I Want to Believe foi feito em 2008 e deve ser assistido depois da série. Em 2001 chegou a ganhar o spin off The Lone Gunmen, que só teve uma temporada e que estou assistindo, embora devesse fazê-lo em paralelo a segunda metade da 8ª temporada. Foram também lançados livros e duas séries de histórias em quadrinhos, uma na década de 1990 e outra ano passado. Os livros e parte da primeira série de quadrinhos chegaram a ser publicada no Brasil, mas a segunda que é chamada de 10ª temporada não. E eu gostaria que alguma editora se pronunciasse a respeito disso.

Fui totalmente conquistada por The X-Files e seus mais diferentes episódios, dos normais aos cômicos e especiais. Além de nomes que já conheço de outras séries como Vince Gilligan, Darin Morgan e John Shiban terem passado pela produção, teve um episódio maravilhoso escrito por Stephen King. Além de inúmeras e incríveis participações especias. Mas o principal de tudo são a história e os personagens que ganharam meu afeto. Seus relatórios e citações reflexivos e quase poéticos em meio ao caos. Me surpreendeu e emocionou. Acompanhar The X-Files foi mais uma experiência sem igual, que recomendo e pretendo repetir.

10 comentários:

  1. Oi, Gabi!
    Noooooossssss, arquivo X é um clássico!! Ahauhauhaha Quem é fã do gênero, como não se apaixonar, né? E a música tema? Fantástica ahuhahuah dá medo até hoje!
    Bjoo!!!

    http://penny-lane-blog.blogspot.com.br/

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  2. GabrielaCeruttiZimmermann19 de setembro de 2014 18:38

    Você viu Arquivo X, Maiti? Essa série é muito amor né? Fiquei completamente apaixonada. S2


    Beijos!

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  3. Ei Gabi. Eu tinha uma ideia diferente sobre Arquivo X. Não sabia que era tão interessante assim. A questão de ter dois formatos padrões de episódio, não fica um pouco cansativo não?
    Falo isso porque os episódios de Bones são basicamente no mesmo formato mudando só os fatos, e as vezes deixa a temporada meio cansativa, quase 20 episódios "iguais"...

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  4. GabrielaCeruttiZimmermann20 de setembro de 2014 09:45

    Também tinha uma ideia um pouco diferente sobre The X-Files, Filipe. E acabou sendo ainda mais interessante do que eu pensava. Sobre o padrão dos episódios, não cansa não. Primeiro porque tem muito temas a serem abordados, e depois porque os roteiristas intercalam a forma de contar as histórias. Algumas tendem mais pro suspense, outros pro drama, outros pra comédia e por aí vai. Claro que alguns episódios não são tão bons quanto outros, mas isso faz parte de qualquer série. Fica um pouco cansativo quando o David saiu do elenco principal, mas ainda assim vale muito até o final.


    Abraço!

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  5. Francielle Couto Santos20 de setembro de 2014 10:57

    Gabi, essa é uma série que me instiga muito, principalmente pelo gênero... e, claro, pela referência de Arquivo X. Tudo se tornou ainda mais interessante após seu texto, com comentários bem pertinentes que permitem a todos entender mais como funciona toda a trama. Contudo, não é uma prioridade minha no momento. Talvez eu esteja aguardando pela hora certa, para estar na vibe do tema... mas com certeza pretendo conferir. Ficção é comigo mesmo!

    Abraços.
    http://universoliterario.blogspot.com/

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  6. GabrielaCeruttiZimmermann20 de setembro de 2014 19:08

    Bom saber que você tem vontade de assistir Arquivo X, Fran. Entendo que queira esperar o momento propício, também tive que fazer isso. Tanto pela complexidade da trama quanto pelo tamanho da série. E também baixar uma série longa e antiga é quase impossível. (Devo muito mesmo ao Netflix.) Mas vale a pena. Espero que consiga assistir um dia e goste tanto quanto eu. :)


    Abraço!

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  7. OMG! Essa séria é tãaaaaao minha infancia, eu costumava assisti-la com meu pai. Tenho todos os DVDs aqui em casa <33333333

    Essa série junto com os filmes: Irmãos Grimm e Florest Gump estão guardados no meu coração <3


    xx, Julie
    feitasdepapel.blogspot.com

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  8. Ei Gabi,

    Acho que assisti um ou outro episódio quando a série era
    exibida aqui no Brasil pela Record. Não lembro muita coisa, apenas que
    gostei. Ela lendo seu relato da maratona me deu vontade de assistir tudo
    certinho na ordem. Sua descrição dos casos então... Vai ficar para
    depois de Lost, mas irei assistir sim. Hum, bom saber que o King
    escreveu um episódio. Excelente texto!!!

    Abraços!

    P.S. 1 -
    Você está em dia com Outlander? Está gostando? Eu particularmente estou
    amando. Não tenho seu perfil no banco de séries, vou te procurar lá
    depois.

    P.S. 2 - Você viu que o Abrams vai adaptar Novembro de 63
    do King, que é sobre viagem no tempo, para a telinha? Isso eu não perco
    por nada!!!

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  9. GabrielaCeruttiZimmermann24 de setembro de 2014 18:28

    Bom conhecer outros fãs. The X-Files é mesmo uma série maravilhosa.


    Abraço!

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  10. GabrielaCeruttiZimmermann24 de setembro de 2014 18:39

    E eu nunca tinha assistido, só tinha vontade mesmo. [rs] Vale a pena assistir tudo certinho sim, Jeferson. E o episódio escrito pelo King é um dos melhores. Fico feliz que tenha gostado do texto. :)


    Estou em dia com Outlander sim, e amando. Vejo logo que encontro legenda. Pena que já está chegando no hiatus. :/ Ah, na página da Equipe tem todas as nossas redes sociais, inclusive Banco de Série. :)


    VI SIM! :D Também não vou perder. E espero poder ler o livro antes. ^^


    Abraço!

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