sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Forever – Primeiras impressões


Uma vida eterna, mas não necessariamente imortal.

De vez em quando surgem séries que você precisa conferir só pra ver no que vai dar. E claro, porque tem um ator que você gosta e uma premissa curiosa. Você gosta do que vê a princípio, mas não consegue deixar de se questionar sobre o depois. A mais nova na categoria é Forever.

Nova York, 2014. Somos apresentados ao Dr. Henry Morgan (Ioan Gruffudd, o Sr. Incrível do Quarteto Fantástico), um homem bastante peculiar não por ser médico legista, ter um atraente sotaque britânico ou por seu humor bastante único. Henry é peculiar porque tem 200 anos de idade. Não que ele não morra, ele morre. Mas sempre ressuscita com aparência de 35 anos, surgindo nu em pelo da água. O que provoca algumas situações embaraçosas.


O único que conhece sua sina é seu melhor amigo Abe (Judd Hirsch), que o ajuda em todas horas e principalmente a não deixar que as autoridades descubram a verdade sobre ele. Já descobriram a verdade sobre Henry uma vez e não foi legal. Auxiliando-o também nos seus diversos experimentos de morte e vida, pois como um homem que já morreu inúmeras vezes e de incontáveis formas Henry sabe muito sobre a morte. Anota todas as suas experiências afim de um dia descobrir qual será capaz de quebrar sua maldição. E também para incrementar seu trabalho como legista. As duas ocupações se completam, na verdade.

Nesse primeiro episódio também conhecemos a Detetive Jo Martinez (Alana De La Garza), uma viúva com alguns problemas com álcool que começa tendo Henry como suspeito de um caso e acaba trabalhando com ele. Uma mulher forte e sagaz. Além disso, gostei terem dado uma personalidade e plot que geralmente são atribuídos a homens à uma personagem feminina. E Lucas (Joel David Moore), um assistente do necrotério muito prestativo, engraçado e carente por atenção. Deu pra perceber que é uma figura né?

Não sei bem como começar a relatar minhas opiniões. Bom, eu gostei muito do que vi. O episódio foi ágil, bem elaborado e com boas reviravoltas. Os diálogos vão do divertido ao reflexivo, muito bem escritos. Bons recursos e efeitos visuais. E o mais importante de tudo, gostei da trama. O fato de Henry ser um imortal que morre é um grande diferencial. E apesar de saber quando isso começou (o momento é mostrado) não sabe o motivo ou origem da maldição. Além do mais, ele acabou de descobrir que alguém sofre o mesmo e está atrás dele.


Também adorei a personalidade de Henry. Digamos que como profissional ele é uma mistura de Sherlock Holmes e Dr. House. E como pessoa tem todo o romantismo de Ichabod Crane e a perspicácia de Leonardo da Vinci (de Da Vinci's Demons). E sua história é linda! Quando Henry narra momentos de sua vida são cenas de grande emoção. O que dizer sobre o momento em que descobrimos como Henry e Abe se conheceram? Gostei muito de como Forever intercala o divertido com o profundo.

Mesmo assim não consigo deixar de pensar em como será da a continuidade. Será que todas essas mortes e ressurreições do Henry não vão cansar? Isso me preocupa um bocado. Mas a quem interessar possa, as séries que mais me preocupam na questão de continuidade são as que mais me surpreendem nesse quesito. Talvez seja mais um símbolo de curiosidade do que sinal de mau presságio. E as pistas dadas nesse início podem dar ótimos frutos.

Forever é criação de Matthew Miller, de Chuck e The 100. Sua estreia oficial será dia 22 de Setembro na ABC, mas o piloto vazou/foi liberado na web há alguns dias. Ainda não foi determinado quantos episódios terá essa 1ª temporada, mas independente disso espero que dê muito certo.

Encontre a série no Banco de Séries e saiba mais sobre ela aqui.