segunda-feira, 13 de abril de 2015

[Resenha] A Biblioteca do Czar

Nome: A Biblioteca do Czar
Série: Red Luna – Livro #01
Autores: Gabriel Morato, Marcos Inoue
Edição: 1/2013
Editora: Gutenberg
Páginas: 200

Sinopse: A série Red Luna apresenta ao leitor uma trilogia fantástica que conta a história de três raças de vampiros que lutam entre si enquanto se alimentam da humanidade: os sugadores de sangue Varnis, os drenadores de magia Devas e os devoradores de emoção Auras.

Com suas origens envoltas em mistério, o ódio e o medo uns dos outros só aumentaram ao longo dos séculos, atingindo os humanos no fogo cruzado.

Neste livro, conheça os Varnis, os milenares senhores secretos da humanidade. Vencedores da guerra travada contra os místicos Devas, os Varnis sobreviveram ao fim da Era da Magia alimentando-se de sangue humano, mas foram condenados a não poderem mais andar sob o sol.


Comentários:

Ao final de Janeiro publiquei aqui minha experiência com A Profecia de Samsara, o segundo livro do projeto Red Luna. Como gostei muito e uma das minhas metas para esse ano é não ficar defasada em relação às séries literárias que acompanho, tratei de conseguir logo o primeiro livro (já que comecei pelo meio). E hoje estou aqui para falar sobre A Biblioteca do Czar.

Estamos na Europa Napoleônica, e começamos a acompanhar essa história em Saint-Jean-de-Luz, uma pequena cidade costeira na fronteira entre a França e a Espanha. Lá vive Miguel, um jovem órfão que foi criado pelo seu tio Lasko e a cigana Aishe, a quem chama carinhosamente de Nana. O rapaz é muito inteligente e foi educado para ser um linguista como o tio, que também é um grande explorador. Ele só não esperava esbarrar em grandes segredos da humanidade e do mundo.

Numa noite que parecia como outra qualquer, Miguel recebe a visita de um homem chamado Fleam que se diz amigo de Lasko. Ele quer um antigo mapa, mas quando o rapaz vai até a biblioteca do tio procurá-lo encontra com uma bela garota desconhecida revirando o local. Depois de alguma confusão Miguel descobre que ela se chama Alisa, é um tipo de Princesa vampira e que precisarão ajudar um ao outro para provar a mãe dela que estão sendo vítimas de traição e salvar o tio dele enquanto procuram pela biblioteca perdida do Czar Ivan, o Terrível. Não necessariamente nessa ordem.

Nesse livro escrito por Marcos Inoue e Gabriel Morato conhecemos os Varnis, seres descendentes de Hollow Varni e inspirados nos vampiros da mitologia nórdica. Os Varnis são seres que se alimentam de sangue humano, mas isso não faz deles vilões. Ao menos não todos, já que na época em que se passa essa história apenas os traidores atacam pessoas inocentes. Isso é o que Miguel aprende em sua viagem com Alisa, além de que esses seres tem mais influência na história da humanidade do que poderia imaginar.

A Biblioteca do Czar é o que pode ser definido como uma aventura de proporções épicas. Com muita ação a cada página, a trama se desenvolve rapidamente mas sem soar superficial. Na verdade, o que precisamos saber no momento recebe a descrição necessária. E é preciso ter em mente que por se tratar de um projeto crossmídia e que, nesse caso, informações que em outra séries literárias teriam que ser inseridas nas páginas aqui virão por outras plataformas. Contudo, repito que o que precisamos saber para esse livro está em suas páginas. O universo Red Luna é rico e envolvente, e essa história é uma parte concisa dele. E ainda tem uma aparição icônica de ninguém menos que Napoleão Bonaparte.

A narrativa de Gabriel e Marcos é ágil e fluida, com diálogos expressivos e descrições na medida. Sem falar dos ótimos personagens e dos toques de humor no momentos certos. Isso somado a ótima diagramação contribui para uma leitura rápida, tanto que li o livro em duas “sentadas”. O que não posso deixar de mencionar são as ilustrações, que mais do que embelezar o livro fazem parte da história. Difícil de explicar, mas fácil de entender quando se vê. A arte da capa foi feita pela Leticia Vilela, que escreveu A Profecia de Samsara. No interior encontramos ilustrações de meia página na abertura de cada capítulo e algumas de página inteira no decorrer do livro feitas por Marcos, Leticia e Carlos Sneak. E as últimas dez páginas são constituídas por uma HQ (como não amar?) desenhada pelo Carlos.

Mais uma vez preferi focar em minha experiência a dissecar a história, já que é melhor cada um desvendá-la por conta própria. No entanto, mais do que nunca recomendo que conheçam e embarquem nesse universo Red Luna, não só por ser um projeto brasileiro mas por ser instigante e inspirador. Eu por minha vez fico aguardando o lançamento de A Maldição do Sol, das HQs e dos games.


Revisão e editação: Marina Ribeiro Kodama