Acertando
cada vez mais.
Pode-se
dizer que Grimm segue um certo padrão inconsciente de
temporadas. Começa ótima, fica meio parada, tem um mid-season
finale incrível, depois fica mais ou menos até entrar num ritmo
alucinante para os últimos episódios e encerra de uma forma
inacreditável. Nessa 3ª temporada o padrão se manteve, com a
diferença de que mesmo nas fases mais paradas conseguiu se manter
interessante e prender o telespectador.
A
temporada começou a todo vapor, com Nick zumbi enquanto o pessoal
tentava descobrir uma cura para a toxina do Cracher-Mortel e até
mesmo encontrá-lo. As sequelas desse acontecimento deram a impressão
de que Nick seria mudado pra sempre, principalmente por precisar
lidar com o fato de que matou uma pessoa inocente. Mas as crises
foram deixando de acontecer aos poucos até sumirem. E se o motivo
foi explicado não me marcou, pois não lembro. De qualquer forma,
foi mesmo bom ter Nick totalmente de volta ao seu estado normal.
Os casos
cumpriram melhor do que nunca a proposta da série, de relacionar
contos e mitos antigos aos crimes que dizem respeito. Com alguns até
dando abertura para críticas sociais. Tivemos uma ótima adaptação
d'A Pequena Sereia tratando sobre o ponto em que tradições
deixam de ser saudáveis. Dois casos sobre violência doméstica,
sendo que um deles teve como pano de fundo a lenda mexicana do El
Cucuy que levou Juliette a procurar novamente a simpática Señora
Pilar que a ajudou no passado. Um inacreditável protozoário Wesen,
que seria a explicação das possessões demoníacas. Mais um
histórico episódio de Natal que dessa vez teve adaptação de um
mito relacionado a data, o Krampus. Uma Gang Wesen, que
infelizmente levou mais um relacionamento de Hank ao fim antes mesmo
de começar mas pelo menos mostrou Juliette detonando. Vinganças
envolvendo um segredo militar, que contou com participação de Kirk
Acevedo. Um eletrizante caso com a lenda filipina do Aswang,
que deu um grande foco ao querido Wu. Ótimas explicações de quais
seriam as origem dos deuses meio humanos e meio animais de algumas
civilizações antigas, assim como das atrações bizarras de circo.
Uma gang que roubava roupas de grife numa versão da Cinderella.
E por aí vai.
Monroe e
Rosalle não estiveram tão ativos no início da temporada, ao menos
assim me pareceu. Mas isso mudou depois que foram morar juntos e da
mancada dele com a decoração de Natal. Depois que Monroe pediu
Rosalle em casamento então nem se fala. Conheceram a família um do
outro, experiências que a principio não deram muito certo. Mas no
fim todos entenderam que o amor é maior que tudo, até mesmo que a
rivalidade entre espécies. Acompanhar os preparativos e até o
stress dos noivos foi ótimo. (“Minha família, sua família. Um
Grimm! O que tínhamos na cabeça?!”)
Amamos Rosalle e Monroe e foi impossível não torcer pra que
tivessem o belo casamento que mereciam, mas infelizmente houve
imprevistos catastróficos. Começou bem esse casamento heim?
Adalind
continuou por um tempo que parecia ser infinito com aquele ritual pra
lá de nojento pra recuperar seus poderes de Hexenbiest. Cheguei a
dar graças a Deus quando enfim os recuperou. E então só faltava o
plot do bebê, que demorei um pouco pra entender onde iria chegar.
Mas não é que Adalind me surpreendeu como mãe? Achei lindo seus
instintos maternos dominando tudo. Queria tanto que ela e o Renard
formassem uma família... Mas gente, cheguei a chorar com o desespero
de Adalind quando tiraram a bebê dela. E ela já provou que será
capaz de literalmente tudo para ter sua filha de volta. Mostrando
para Nick que aqui se faz e aqui se paga. Mas o que essa menina tem
de tão especial, além de ser herdeira da realeza, para que sua
criação determine a salvação ou ruína da humanidade?
E pra
encerrar, volto ao nosso protagonista. Foi legal descobrir que Nick
tinha a mesma duvida que nós sobre como um Wesen reconhece um Grimm.
Nunca imaginaria que é pelos olhos. Teve que lidar com mais uma
visita repentina e bombástica de sua mãe, que partiu mais uma vez
quase da mesma forma que apareceu. O mais difícil talvez seja Kelly
ter que criar a filha de Adalind sendo que o próprio filho foi
criado pela irmã. Nick agora tem mais uma das misteriosas chaves,
que recebeu das mãos do velho Grimm Rolek Porter, interpretado por
Sam Anderson. Espero que agora a história dessas chaves finalmente
comece a se desenrolar e a gente descubra ao quê elas levam. Não
vamos esquecer que Nick agora tem uma aprendiz. No início fiquei um
pouco receosa com Truble, mas acabei gostando da personagem e da
força que inspira. E Truble será fundamental agora que Nick perdeu
seus poderes.
Finalmente
Wu descobrirá a existência do mundo Wesen? Será o fim do Capitão
Renard? Kelly conseguirá cumprir a tarefa de criar a filha de
Adalind ou a menina deve voltar para a mãe? Qual será a próxima
etapa da guerra entre as famílias reais? Nick e Juliette voltarão a
se entender? Recuperará Nick os seus poderes? Trubel dará conta do
recado? Aguardem o próximo volume de Grimm.