Há algo
errado no Universo.
É
difícil acreditar no marasmo que The Big Bang Theory se
tornou. A série que já foi uma das comédias mais marcantes da TV
se tornou praticamente ordinária, mais do mesmo. Até os personagens
que nos cativaram por suas peculiaridades parecem ter perdido a
essência. Consequência de manter um show no ar por mais tempo do
que necessário? Talvez. O fato é que foi renovado por mais três
temporadas, com a possibilidade de melhorar a trama e encerá-la com
chave de ouro ou escangalhar de vez e fazer algo que ninguém suporte
lembrar.
Teve
Leonard em alto-mar na equipe de pesquisa de Stephen Hawking, Sheldon
“fazendo” uma grande descoberta e querendo mudar de área, Howard
querendo voltar pro espaço e seus infinitos problemas com a mãe,
Raj e sua eterna batalha para ter uma namorada, Penny resolvendo
lutar de verdade por sua carreira de atriz... Mas na maior parte do
tempo não houve nada demais. Uma constante mesmice que me fez
perguntar o que aconteceu com a série.
A
salvação da temporada talvez tenha ficado por conta dos episódios
temáticos. Teve Dia de Ação de Graças com o barraco do divórcio
de Penny e Sheldon bêbado e alegrinho só pra variar um pouco. Natal
com Sheldon viajando para acompanhar o nascimento do sobrinho
enquanto todos imaginavam como ele afetou suas vidas. Valentine's Day
com encontro duplo de Sheldon e Amy, Howard e Bernadette em um trem,
que levou ao inesperado primeiro beijo de Sheldon e Amy. E um belo
episódio de 4 de Maio, Dia de Star Wars, com Sheldon
precisando lidar com a morte do Professor Próton.
O
estranho é que sempre gostei de todos os personagens, mas dessa vez
não consegui simpatizar tanto o tempo todo. Raj que costumava ser um
dos meus favoritos por vezes se tornou insuportável com o drama pra
arranjar uma namorada. Que Emily mude essa história de uma vez!
Penny e Leonard geralmente eram divertidos, de repente caíram numa
melação sem fim. Pelo menos decidiram se casar de uma vez. Howard e
Bernadette ainda conseguem se salvar. Desde aquela serenata bonitinha
em comemoração do aniversário do primeiro encontro ficou mais
divertido acompanhar esse casamento. E no final da temporada teve o
acidente da mãe de Howard que fez com que ela precisasse de cuidados
especiais, tarefa essa que se mostrou perfeita para o depressivo e
agora falido dono da loja de quadrinhos Stuart.
Mas quem
segura The Big Bang Theory mesmo é Sheldon, foi ele quem
passou por mais situações marcantes. Algumas já citadas
anteriormente, como sua “grande descoberta” de um novo elemento
que o levou a admitir um erro pela primeira vez. O primeiro beijo com
Amy, foi só um selinho mas vindo do Sheldon já foi grande coisa.
Todas as duvidas sobre a mudança na área de pesquisa, e os
impedimentos para que a fizesse. Descobriu de uma forma não muito
legal que sua mãe tem um namorado. Teve a chance de passar um dia
com seu ídolo James Earl Jones. Ah sim, e o grande dilema entre o
PSP4 e o Xbox One. Mostrou que uma parte dele se importa quando
Professor Próton morreu. E o melhor da temporada talvez tenha sido
ver como Sheldon vem conseguindo se aproximar mais de Amy, ao seu
próprio modo, é claro. Amy aliás também vem se desenvolvendo cada
vez mais e virando uma das melhores personagens. E com a partida de
Sheldon no fim da temporada, resta aguardar pra ver como ficarão
esses dois.
Enfim,
The Big Bang Theory pode não ser mais tudo o que já foi um
dia mas ainda consegue render uns bons momentos. E como já mencionei
no início, se as últimas três temporadas serão a salvação da
série ou a continuação do abismo em que se encontra só o tempo
dirá. Enquanto isso pelo menos continuamos acompanhando a evolução
de Sheldon e Amy.