domingo, 22 de junho de 2014

The Big Bang Theory – Balanço da 7ª temporada


Há algo errado no Universo.

É difícil acreditar no marasmo que The Big Bang Theory se tornou. A série que já foi uma das comédias mais marcantes da TV se tornou praticamente ordinária, mais do mesmo. Até os personagens que nos cativaram por suas peculiaridades parecem ter perdido a essência. Consequência de manter um show no ar por mais tempo do que necessário? Talvez. O fato é que foi renovado por mais três temporadas, com a possibilidade de melhorar a trama e encerá-la com chave de ouro ou escangalhar de vez e fazer algo que ninguém suporte lembrar.

Teve Leonard em alto-mar na equipe de pesquisa de Stephen Hawking, Sheldon “fazendo” uma grande descoberta e querendo mudar de área, Howard querendo voltar pro espaço e seus infinitos problemas com a mãe, Raj e sua eterna batalha para ter uma namorada, Penny resolvendo lutar de verdade por sua carreira de atriz... Mas na maior parte do tempo não houve nada demais. Uma constante mesmice que me fez perguntar o que aconteceu com a série.


A salvação da temporada talvez tenha ficado por conta dos episódios temáticos. Teve Dia de Ação de Graças com o barraco do divórcio de Penny e Sheldon bêbado e alegrinho só pra variar um pouco. Natal com Sheldon viajando para acompanhar o nascimento do sobrinho enquanto todos imaginavam como ele afetou suas vidas. Valentine's Day com encontro duplo de Sheldon e Amy, Howard e Bernadette em um trem, que levou ao inesperado primeiro beijo de Sheldon e Amy. E um belo episódio de 4 de Maio, Dia de Star Wars, com Sheldon precisando lidar com a morte do Professor Próton.

O estranho é que sempre gostei de todos os personagens, mas dessa vez não consegui simpatizar tanto o tempo todo. Raj que costumava ser um dos meus favoritos por vezes se tornou insuportável com o drama pra arranjar uma namorada. Que Emily mude essa história de uma vez! Penny e Leonard geralmente eram divertidos, de repente caíram numa melação sem fim. Pelo menos decidiram se casar de uma vez. Howard e Bernadette ainda conseguem se salvar. Desde aquela serenata bonitinha em comemoração do aniversário do primeiro encontro ficou mais divertido acompanhar esse casamento. E no final da temporada teve o acidente da mãe de Howard que fez com que ela precisasse de cuidados especiais, tarefa essa que se mostrou perfeita para o depressivo e agora falido dono da loja de quadrinhos Stuart.


Mas quem segura The Big Bang Theory mesmo é Sheldon, foi ele quem passou por mais situações marcantes. Algumas já citadas anteriormente, como sua “grande descoberta” de um novo elemento que o levou a admitir um erro pela primeira vez. O primeiro beijo com Amy, foi só um selinho mas vindo do Sheldon já foi grande coisa. Todas as duvidas sobre a mudança na área de pesquisa, e os impedimentos para que a fizesse. Descobriu de uma forma não muito legal que sua mãe tem um namorado. Teve a chance de passar um dia com seu ídolo James Earl Jones. Ah sim, e o grande dilema entre o PSP4 e o Xbox One. Mostrou que uma parte dele se importa quando Professor Próton morreu. E o melhor da temporada talvez tenha sido ver como Sheldon vem conseguindo se aproximar mais de Amy, ao seu próprio modo, é claro. Amy aliás também vem se desenvolvendo cada vez mais e virando uma das melhores personagens. E com a partida de Sheldon no fim da temporada, resta aguardar pra ver como ficarão esses dois.

Enfim, The Big Bang Theory pode não ser mais tudo o que já foi um dia mas ainda consegue render uns bons momentos. E como já mencionei no início, se as últimas três temporadas serão a salvação da série ou a continuação do abismo em que se encontra só o tempo dirá. Enquanto isso pelo menos continuamos acompanhando a evolução de Sheldon e Amy.