Para mães
notáveis.
Hoje é o
dia de uma pessoa muito especial, uma das pessoas responsáveis por
nos colocar no mundo: a mãe. Mães são pessoas tão especiais que
foi bem difícil pensar em um post de homenagem. E depois de trocar
umas ideias com a Fernanda e o Ítalo acabei optando pelo mais fácil,
uma lista com mães de séries. E ainda assim foi bem difícil, pois
as séries que assisto tem mais pais exemplares do que mães. Na
verdade a maioria das mães são exemplos de como uma mãe não deve
ser. (Ex.: Doris McGarrett e Irina Derevko) Apesar disso consegui uma
boa lista, então vamos a elas.
Danielle
Rousseau, Mira Furlan em Lost
Eis um
exemplo de determinação. A cientista que em 1988 naufragou na ilha
onde em poucos dias perdeu o marido e o resto da equipe logo teve que
dar um jeito fazer sozinha o parto de sua filha Alex. Sendo que a
bebê logo foi levada por Ben, que a criou como própria filha. Assim
Danielle viveu absolutamente sozinha por 16 anos, até que o voo 815
caísse e ela passasse a ter contatos esporádicos com os
sobreviventes. Tantos anos de solidão na selva a transformaram numa
quase ninja, mas também a fizeram perder um pouco de sanidade. Só
não perdeu a esperança de um dia rever sua querida Alex. A
reencontrou já adolescente, e viveu com ela por um tempo que foi ao
mesmo tempo curto e eterno.
Rochelle
Rock, Tichina Arnold em Everybody Hates Chris
“Eu
não preciso disso! Meu marido tem dois empregos!” - Impossível
pensar em Rochelle sem lembrar dessa frase. Impossível também não
lembrar do quanto ela se esforçava para dar o melhor ao três
filhos: Chris, Drew e Tonya. E embora implicasse mais com Chris, fez
questão de colocá-lo em uma boa escola pra que tivesse boas
oportunidades. Rochelle podia ser orgulhosa e soberba, mas não era
uma mãe negligente nem omissa. Ai se um dos um filhos usasse drogas
ou roubasse algo! Poderiam fazer qualquer coisa da vida, menos vender
drogas. Sim, era uma mãe rigorosa e de princípios. Tinha grandes
lições e ameaças, como quando Chris alterou uma nota numa prova.
“Não se esqueça que eu te botei nesse mundo e eu posso te
tirar dele.”
Lagertha
Lothbrok, Katheryn Winnick em Vikings
Ela é
diva, ela é guerreira e ela é mãe. Lagertha é literalmente uma
mãe batalhadora, cuida dos filhos e da propriedade com afinco mas
não dispensa uma boa oportunidade de exercer sua função de
escudeira nas batalhas. Ainda se mostrou uma líder respeitável
quando o marido Ragnar se tornou Earl. Mas toda essa coragem e
audácia não impediram o pior que pode acontecer a uma mãe, e
Lagertha perdeu dois filhos. Um bebê ainda no útero e sua adorável
Gyda, vítima da peste que levou boa parte do povoado. Só restou o
leal Björn, que a acompanhou depois do divorcio. Agora ela é Earl
de seu próprio povo, e exerce a função tão bem quanto a de mãe.
Pois Lagertha engoliu muita coisa e fez de tudo por seus filhos,
assim como por seu povo.
Kate
Tanner, Anne Shedeen em ALF
Kate é
especial porque além de ser mãe de seus três filhos acabou virando
de um alienígena folgado. Quer dizer, primeiro ela vivia normalmente
como a mãe de Lynn e Brian até que a nave de ALF caiu na garagem e
só na última temporada veio o bebê Eric. Então imagine como é
ser mãe de uma adolescente, um garoto, um alienígena e um bebê.
Ainda mais se o alienígena tem seis estômagos, vive quebrando
coisas e quer comer o gato. Não, a vida de Kate não era nada fácil.
Mas mesmo tendo que lidar com as encrencas e implicações de ALF
além dos problemas ocasionais dos filhos, Kate tirava tudo de letra
e sempre foi uma mãe carinhosa e atenciosa. Mesmo que ALF a tirasse
do sério constantemente.
Emma
Swan e Regina Mills, Jennifer Morrison e Lana Parrilla em Once
Upon a Time
“Mãe
só tem uma” certamente é uma frase que Henry nunca dirá.
Isso porque ele tem duas mães que o amam incondicionalmente. Emma o
teve aos 18 anos na prisão, queria que o filho tivesse um bom futuro
e pra isso não viu outra alternativa que não fosse dá-lo para a
adoção. Regina então adotou Henry, o amou e deu tudo que poderia.
Mas o menino estava destinado a procurar sua mãe biológica, a
Salvadora. E desde então tem duas mães maravilhosas. Emma e Regina
podem ter suas desavenças e conflitos, mas em comum (além de amar
Henry) o fato de terem aprendido algo com o filho. Emma aprendeu o
que é ter uma família para amar e a ter fé, Regina que o bem
compensa e redescobriu o amor puro e sem interesses.
Maria
Izabel de Souza (Dona Picucha), Fernanda Montenegro em Doce de Mãe
É claro
que Dona Picucha não podia ficar fora dessa lista né? Afinal ela é
um verdadeiro doce de mãe. E mesmo com sua prole já bem crescidinha
dá um duro danado nessa função eterna. Sílvio, Elaine, Fernando e
Susana acham que já está na hora deles cuidarem da mãe, mas a
verdade é que seus problemas cresceram com eles e Dona Picucha
sempre vem com uma solução brilhante para eles. Ela também
surpreende muitas vezes tendo uma mente mais aberta que os filhos. E
quando descobriu a possibilidade do marido ter tido uma filha fora do
casamento só pensou em procurá-la e incluí-la na família mesmo
que os exames negassem. Também é quase uma mãe para seus genro
Jesus, marido de Susana e seu fiel escudeiro. É ou não um doce de
mãe?
Shirley
Bennet, Yvette Nicole Brown em Community
Essa é
uma mãe em jornada dupla. No início da série Shirley estava
retomando os estudos para abrir seu próprio negócio com o fim de
sustentar os dois filhos, pois estava se divorciando e não poderia
mais ser dona de casa. Ela fica com a consciência pesada por passar
pouco tempo com os meninos Elijah e Jordan, que raramente aparecem. O
que não diminui a boa criação que deu a eles. Mas acabou virando
uma espécie de mãe para o grupo de estudos, sempre mantendo o
pessoal unido e dando seus sermões. E claro que não podemos
esquecer de quando Shirley se tornou mãe pela terceira vez, com os
dilemas da paternidade até o inusitado parto na sala de aula onde
Ben Bennet enfim veio ao mundo.
Skyler
White, Anna Gunn em Breaking Bad
Que
Skyler não tem muitos fãs não pra esconder, mas não dá pra dizer
que não fez tudo pelos filhos. No começo ela era mãe de Walter
“Flynn” Jr., um adolescente de 16 anos portador de paralisia
cerebral, e estava grávida de Holly. Mas o que difere Skyler é que
de uma hora pra outra ela se viu como a mãe dos filhos do maior
fabricante de metanfetaminas que o Estado de Albuquerque já vira.
Não era o que queria, mas admitiu que o que Walter fez foi pensando
no futuro dela e dos filhos. Por um tempo trabalhou com o marido na
lavagem de dinheiro, até que a situação fugiu do controle e Skyler
precisou proteger a si mesma e os filhos do agora perigoso Walter. E
é por ter enfrentado tanta coisa que Skyler está na lista.
Creio que
existam outras mães dignas de nota, mas as que conheço e me lembro
no momento são essas. Aproveito para desejar um dia maravilhoso para
todas as mães, em especial pra minha que amo tanto.
Feliz
Dia das Mães!!!