Uma
grande missão e uma incrível jornada.
Depois de
uma longa e incrível jornada estou aqui para contar sobre minha
experiência na Terra Média. Bem, vocês já leram minha apreciação
de O Silmarillion e minha aventura com O Hobbit. Mas
deixei para um único post o que me foi proporcionado pelos livros
mais famosos de J R R Tolkien, que formam a trilogia O Senhor dos
Anéis.
A
história começa sessenta anos depois das aventuras de O Hobbit.
Bilbo decide que a festa de seu aniversário será também a festa de
despedida, ele deixará o Condado. Como compartilha o aniversário
com seu primo Frodo, a quem adotou como sobrinho e herdeiro, motivos
para uma grande celebração não faltam. E surpreende a todos com a
grandeza da festa e a forma que escolheu para se despedir.
Frodo
herdara a maior parte dos bens de Bilbo, incluindo a toca e o
precioso anel que tirara de Gollum. Mas só alguns anos depois,
quando finalmente teve certeza, o Mago Gandalf revela que se trata do
Um Anel. Ele exerce um grande poder sobre quem o possui, sendo capaz
de provocar a devastação. A missão de Frodo é destruir o Um Anel
e dar fim a guerra, mas não pode fazer isso sozinho. Por mais
personalidade que tenha, o Um Anel não deixaria.
Frodo
parte inicialmente com seu fiel seguidor Sam e seus amigos Pippin e
Merry. Todos hobbits. Depois de alguns dias de uma tortuosa viagem se
escondendo dos Cavaleiros Negros a comitiva fica completa com a
adição de dois representantes dos homens, Aragorn e Boromir, um dos
elfos, Légolas, um dos anões, Gimli, e finalmente o Mago Gandalf.
Que teve problemas e não pode se juntar ao hobbits desde o início.
Mas esse é só o começo da conversa.
É
impressionante como J R R Tolkien conseguiu criar um universo rico e
amplo a ponto de proporcioná-lo de diferentes formas em cada
sequência de sua obra. O Silmarillion (embora seja uma obra
póstuma) é como aprender sobre a origem de algo realmente
grandioso. O Hobbit é como viver uma grande aventura. E
apesar de O Senho dos Anéis lhe dar seguimento é algo muito
mais intenso e até um pouco mais dramático.
Cada
leitura tem seu tempo, e O Senhor dos Anéis não deve ser
lido com pressa. A Terra Média precisa ser vivida, e se Tolkien foi
minucioso em sua criação foi com esse intuito. As descrições dos
lugares, da caracterização e emoções dos personagens são tão
completas que é fácil imaginá-los. As cenas de ação são ágeis
e os diálogos muito bem elaborados. Alguns até com ótimo tom de
sarcasmo. Há ótimos trechos. E sou completamente apaixonada pelas
distintas personalidades de tão diversos personagens. Incluindo
Gollum, que desperta diferentes sentimentos. Mas sobretudo se mostrou
ainda mais uma história sobre amizade, confiança, honra e
esperança.
Tolkien
escreveu O Senhor dos Anéis entre 1937 e 1949. Planejava de
início realizá-lo em volume único, e embora possa ser encontrado
nesse formato foi originalmente publicado em três volumes entre 1954
e 1955. São eles A Sociedade do Anel, As Duas Torres e
O Retorno do Rei. Esse último traz apêndices que ampliam os
conhecimentos a Terra Média, como árvores genealógicas,
calendário, linha do tempo e etc. Tenho a trilogia em edição de
capa flexível com ilustrações de Tolkien da editora Martins
Fontes, que fez trabalho primoroso.
Sobre as
adaptações cinematográficas, já confessei meu vexame de ter visto
apenas A Sociedade do Anel e o primeiro de O Hobbit.
Mas quero tentar me programar pra assistir todos os filmes e ficar
preparada para a terceira e última parte de O Hobbit. Até
porque há atores que gosto muito no elenco.
Terminei
O Senhor dos Anéis com o sentimento de quem viveu uma jornada
gratificante. Faria de novo e certamente farei, provavelmente até
mais de uma vez.